O BANCO CENTRAL FAZ TAMBÉM BALANÇOS
28-02-2026
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é órgão máximo da
política econômica. Ele toma resoluções de forma imediata e de forma de longo
prazo. Ele é composto por três autoridades monetárias: o Ministro do Planejamento,
o Ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central (BC). O presidente do CMN
é o Ministro da Fazenda. De forma imediata as funções do CMN são de analisar e
divulgar os balanços do Banco Central (BC), este, sendo o xerife do mercado
financeiro, exercendo funções de organizar, intervir, ordenar, disciplinar,
regulamentar, além de comprar e vender ativos monetários, dentre outras
funções. Em conjunto com o BC está o Tesouro Nacional. O CMN se reúne de forma
secreta (desde a ditadura, visto que consideravam e consideram suas resoluções
de alto impacto), ao menos, uma vez por mês. Para o longo prazo, o principal
trabalho do CMN é estabelecer e acompanhar o sistema de metas da inflação.
O CMN foi criado nos anos de 1960, em pleno regime militar,
que assumiu o governo justamente com o pretexto de domar a agonizante transformação
do processo inflacionário, que chegou a bater os 100% ao ano, em 1964. A bomba
estourou. O CMN criou a correção monetária, para tentar neutralizar a abrupta
elevação de preços. O povo foi para as ruas protestar, além de o presidente
Jango quebrar a hierarquia entre os militares e despertar uma insurreição
armada. Na verdade, a insatisfação era muito grande. Houve então o golpe
militar. No comando da equipe econômica foram colocados os economistas, Octávio
Gouveia de Bulhões e Roberto de Oliveira Campos, assessorado por Eugênio Gudin,
três dos componentes brasileiros que representaram o Brasil em Bretton Woods,
EUA, em 1944, que suscitou a criação do Fundo Monetário Internacional, o qual
organizou e disciplinou o uso de uma cesta de moedas para as trocas
internacionais. Entre elas, assumiu o dólar como a moeda mais transacionada,
como é até hoje, dando este poder do dinheiro aos EUA, que não querem perder a
hegemonia. Os EUA inundam o mundo de dólares, parecendo comprar quase tudo ou
vender quase tudo, em certos negócios aprecia a sua moeda; em outros, a
deprecia. Em países que usam a sua moeda como meio de pagamento, tal como Porto
Rico, os EUA cobram taxas de uso. Os EUA já tiveram que aceitar a rebelião de
27 países desenvolvidos da União Europeia, que criaram o euro. Agora também não
querem aceitar que o BRICS crie a sua própria moeda. Porém, aí se tem outra
coisa, tratam-se neste bloco de países emergentes e de outros em fase avançada
de desenvolvimento, como é o caso da China.
Ontem, o CMN aprovou e divulgou o balanço do Banco Central de
2025. Houve um resultado negativo de R$119,97 bilhões, em comparação com o ano
de 2024, quando teve um resultado positivo de R$270,94 bilhões, conforme o BC. Pagar
pelo fato faz o Tesouro Nacional. A compra e venda de moedas, de prata e de
ouro, quando forem os casos, movimentando as reservas, sendo a maior parte as
negociações em dólares. O resultado negativo se deveu a que o Banco Central
chegou a comprar dólares até acima de R$6,00, devido à valorização da moeda dos
EUA e teve de vender continuadamente abaixo de R$6,00. Anteontem mesmo, o real continuava
se apreciando, como vem sendo há vários meses, tendo o dólar adquirido o seu
menor valor, ontem, em dois anos, indo para R$5,12. Por seu turno, o resultado
negativo em muito contribuiu para o déficit primário em 2025 do governo
central, o qual consolida as contas do Tesouro Nacional, do BC, do INSS e das
empresas estatais.
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