PENDURICALHOS SENDO REVISTOS
21-02-2026
Os penduricalhos estão sendo revistos, mas, há muito mais a
ser feito. O Ministro do STF, Flávio Dino, há poucos dias suspendeu os
pagamentos de penduricalhos, para que sejam revistos, visto que eles têm
burlado o teto constitucional, de que ninguém pode ganhar mais do que o
Presidente da República, disposto em lei específica. Com os penduricalhos
muitos ministros, políticos, deputados, senadores, magistrados e um séquito de
funcionários públicos, que vem recebendo verbas indenizatórias, não pagando
imposto de renda, como a maioria com salários superiores a R$5.000,00. O fato é
que existe uma série de burlas à lei, pressionando o caixa do governo, que tem
dado déficits públicos notadamente, desde 2014, à exceção de 2022. Relembre-se
que o período recente em que o País mais cresceu foi de 1998 a 2013, quando a
economia brasileira conviveu com superávits primários e teve folga de caixa.
Foram praticamente governos do PT e que agora não reeditam isto no terceiro
mandato de Lula.
Os privilegiados das benesses estão prometendo fazer greve no
seio dos departamentos e ministérios públicos, para manter referidos privilégios.
Fato recente de greve geral está acontecendo na Argentina,
onde o presidente Javier Milei conseguiu aprovar uma reforma trabalhista.
Claro, é sempre compreensível que se colocando em questão de direitos, como a
reforma trabalhista, ou de privilégios, os beneficiários passarão a protestar e
ameaçar ou a fazer greve.
Voltando à decisão inédita do referido ministro, para que
sejam feitas revisões de verbas pagas acima do teto constitucional, reacendeu
um debate sobre os penduricalhos e os privilégios de muitos políticos e
barnabés da elite do serviço público. Na esteira de muitos gastos abusivos,
tais como patrocínios de artistas famosos, que recebem milhões de dinheiro pela
lei Rouanet, tendo lobistas para isto, de incentivos fiscais, financeiros e
materiais, principalmente para pessoas jurídicas, as quais muitas vezes não
precisam, mas, recebem como forma de “atrair” investimentos, de fraudadores do
dinheiro popular, tais como as fraudes do INSS e dos escândalos do Banco
Master.
Em suma, os penduricalhos se referem as parcelas contidas nos
contracheques de membros dos poderes constituídos e de servidores
privilegiados, que, na prática, elevam a remuneração final para além dos
limites previstos na Constituição. Mas, como demonstrado, não só eles são
desperdícios de dinheiro público. Há também patrocínios de blocos de carnaval,
de festas com artistas que cobram fortunas e, principalmente, dos festejos de
São João, dentre outros.
A questão constitucional é caso sério. Ontem mesmo, a Suprema
Corte dos EUA decidiu que era ilegal o presidente Donald Trump elevar as
tarifas a níveis altíssimos. A repercussão é mundial, até porque muitos países
querem devoluções de tributos cobrados. Voltando atrás, Donald Trump aprovou
uma tarifa linear adiciona de 10% sobre uma série de bens importados. Porém,
não sabe como serão devolvidos os bilhões cobrados. Não há um número oficial.
Porém, um estudo do Penn Wharton Budget Model estima que os EUA terão de
devolver cerca de US$175 bilhões. Ou, aproximadamente, R$900 bilhões.
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