INDÚSTRIAS SUBSTITUTIVAS DE PLÁSTICOS
17-06-2026
O plástico é um derivado do petróleo, que se tornou abundante
na utilização mundial. Porém, na natureza é extremamente poluente, levando,
para biodegradação, de 100 a 500 as sacolas plásticas; de 400 a 600 anos as
garrafas PET; de 200 a 400 os copos descartáveis. Por isso, vem sendo muito
criticado pelos ambientalistas.
O Brasil é o quarto maior produtor de plásticos do mundo, atrás
dos estados Unidos, da China e da Índia. Na classificação do Fundo Mundial para
a Natureza (WWF, sigla em inglês), os plásticos trazem consigo uma série de
problemas ambientais, visto que os plásticos são os maiores desafios no
tratamento do lixo e coleta dos resíduos.
No País já existe um conjunto relevante, embora ainda pequeno,
de indústrias e tecnologias substitutas, cerca de 0,5% da produção global, das
14.600 empresas de plástico no Brasil.
Destacam-se as de substitutos diretos do plástico
(bioplásticos), tais como a Braskem, que produz o polietileno da cana de açúcar,
líder mundial em biopolímeros em escala mundial; Res Brasil, desenvolvendo biodegradáveis,
compostáveis e que se dissolvem em água; Biorest, que produz material 100%
orgânico via fermentação. Os que se utilizam de papel, celulose e fibras
naturais, tais como Irani Papel e Embalagem; Box Print; Bracell. Os que fazem
reutilização, tal como Meu Copo Eco, que elimina o uso do descartável. Os que
fazem pesquisas e novos materiais, tais como o Laboratório Nacional de
Biorenováveis e Universidades, como exemplo a- UFRJ.
Os bioplásticos têm potencial para substituir parcialmente as
embalagens plásticas, sendo uma das soluções para amenizar os problemas. Há
também espalhados pelos Estados e pesquisadores também no interior do País.
Assim, por exemplo, na Bahia, há projetos nas regiões do município de Barra da
Estiva, que surgiram, valorizando a utilização de recursos naturais abundantes,
tais como o abacate, milho e mandioca.
Enfim, há um ‘mundo’ ainda a ser descoberto.
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