A VERSÃO DO AGRESSOR
07-03-2026
Na recente guerra no Oriente Médio, mais uma entre tantas lá e
até parece surpresa, mas não é. As escaramuças sempre existiram. A mais recente
foi o bombardeio nas instalações nucleares iranianas e de residências de
autoridades, tendo os EUA como pretexto, que eles não querem assinar o acordo
de proliferação de armas ou algo semelhante. Há também a ditadura do
mulçumanos, instalada desde 1979, que eles são contra, insuflando os residentes
iranianos e apoio ao povo curdo lá residente. O Irã é composto de vários povos.
Berço da civilização, também, chamado de Pérsia, sendo povos guerreiros. Os EUA
e Israel estimulam a guerra civil e o presidente Donald Trump e associados já
se referiram que querem “participar” do novo governo. Na verdade, a guerra no
Irã pode descambar para guerra civil com apoio dos EUA aos curdos. A situação
está ficando vexatória e Donald Trump disse que irá com ataques até a rendição.
Os EUA como maior potência nuclear procura fazer de “tudo”
para não acontecer os malfeitos que fizeram no Japão. O mundo todo teme um
conflito nuclear. Mesmo assim, tem bombas e artefatos atômicos a Rússia, a
China, a Índia, o Paquistão, parece também que a Coreia do Norte e países nem
sempre declarados. Será que em a Argentina?
Mas, o assunto da coluna é sempre um artigo de economia, seja
teoria econômica, basicamente, de macroeconomia, pincipalmente da brasileira,
economia internacional e, enfim, do capitalismo. Assim, o que está por trás da
guerra é o imperialismo, o poder das armas, o domínio econômico dos
Israelenses, em conjunto com os EUA, na direção dos seus interesses
capitalistas. “As aspirações dos Estados Unidos e de Israel criam uma ordem
regional que levam em consideração a lucratividade do complexo
industrial-militar, os interesses imobiliários estadunidenses e o interesse
israelense de expandir suas fronteiras nesse neocolonialismo que começou na
Palestina, mas que não vai acabar ali”, conforme ontem declarou a professora
Isabela Agostinelli, da FECAP, fazendo também parte de estudos de conflitos
internacionais da PUC-SP, para a revista Fórum.
Na sua campanha de governo, Donald Trump, assegurava que as
guerras somente trazem altos gastos públicos e mortes de estadunidenses. No
entanto, os interesses imperialistas falam mais alto e ele invadiu a Venezuela,
instalando novo governo, prendendo seu presidente e esposa, a pretexto de serem
narcotraficantes, levando-os para julgamento em Nova York. Com respeito ao Irã,
mesmo sem autorização do Capitólio, começaram a guerra em referência,
declarando que irão instalar novo governo lá. Até hoje, em seis dias de guerra,
já morreram, pelo menos, 1.230 pessoas e o Irã não quer acordo. Não será fácil
obter os resultados como obteve na Venezuela. A guerra é fraticida e não tem
data de acabar e de saber os vencedores. Se muito prolongada, como aconteceu no
Vietnã, poderão até perder e se retirar. Convém relembrar que a guerra é um
grande negócio para o império, se não fosse, os EUA não teriam cerca de 800
bases militares espalhadas pelo mundo.
Mas, e o Brasil? A guerra, mesmo externa, não é boa. Traz
prejuízos como a inflação continuada, mediante fortes reflexos de elevações dos
preços das commodities, inibição dos investimentos locais e baixa taxa de
crescimento prevista.
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