ATA DO COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA

 

25-03-2026


O Comitê de Política Monetária é colegiado do Banco Central, que se reúne de 45 em 45 dias, para examinar os principais indicadores da economia brasileira, no que tangem ao crescimento econômico, processo inflacionário, cotações cambiais e taxa básica de juros. Uma semana depois da referida reunião, ele divulga uma ata sobre as principais decisões, notadamente com respeito à taxa básica de juros, a chamada SELIC.

A ata ontem divulgada informou que reduziu de 15,00% para 14,75% a SELIC, depois de anunciado que iniciaria o ciclo de cortes, cuja SELIC se mantem desde agosto do ano passado, EM 15,00%, devido ao histórico da inflação vir convergindo para o centro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional, que se reúne mensalmente e fixa metas anuais. A expectativa era de corte de 0,50%. Porém, depois de mais uma guerra, iniciada em 28 de fevereiro, no Oriente Médio, sem data para acabar, houve uma contenção de baixa e uma reavaliação de que o ciclo de corte não seria mais intenso. Pelo contrário, a elevação dos preços do barril do petróleo, de fertilizantes, os quais tem repercussão no nível geral de preços, começou a fazer a inflação retroagir da conversão à meta. A maior incerteza, em geral, tomou conta dos agentes econômicos no Brasil e no mundo.

A esse respeito, os juros altos, que vem há mais de 20 anos, de forma descontínua, tem prejudicado à atividade econômica, principalmente, no que concernem à tomada de capital de giro. Está “salgando” demais o custo dos empréstimos e custo de vida também para as famílias e os custos de promoção da habitação.

No Brasil, analistas financeiros e dentro do próprio governo aventaram a hipótese de que o País ganharia com o conflito, visto que é exportador de petróleo. O exame viesado não fez análise consequente. A Petrobras é a maior exportadora e importadora brasileira e seu produto básico é o petróleo. Exporta o petróleo “pesado” e importa o petróleo “leve”. Ora, os preços dos barris subiram em ambas as direções, tendo repercussões no aumento da inflação doméstica e da inflação importada.  

Relembrando, o centro da meta inflacionária é de 3,00%. Porém, a inflação projetada pelo mercado financeiro, semanalmente auscultado pelo Banco Central é de 4,10% para este ano e de 3,80% para o próximo. Portanto, bem acima do centro da meta, de 3,00%este que é tido como “suportável”, à semelhança da meta de inflação dos EUA, que é de 2,00%. No entanto, os juros básicos dm 14,75% são muito altos. Porém, o que a maioria das pessoas não enxergam é que o governo vem operando há muito tempo com déficit primário e necessita de tomar dinheiro emprestado. Isto somente pode ser servido se os juros forem altos. Ademais, os rentistas, tanto interno como externos, estão “acostumados” com juros elevados e continuam com tal expectativa.

Mediante juros altos, que influenciam toda a atividade econômica, o crescimento econômico se tornou mais lento, desde o ano passado. Em 2024 foi de 3,40%. Em 2025, de 2,30% e o esperado para este ano é de 1,80%.

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