EFEITOS CONTRADITÓRIOS DA GUERRA

 

14-03-2026


Em economia de guerra, como em economia em geral, há aqueles ganhadores e perdedores. Não há hipótese de todos ganharem ou de todos perderem. Mas, sem dúvida, os preços da guerra irão ter efeitos mais fortes naqueles envolvidos diretamente. Em teoria econômica, Vilfredo Preto, matemático e economista, desenvolveu um modelo em que todos ganham. É a situação de “ótimo de Pareto”. Mas, só em teoria.

O Ministério da Fazenda tem afirmado que a guerra no Oriente Médio está gerando efeitos contraditórios na economia brasileira. De um lado, o governo federal está se beneficiando e, os governos estaduais também, visto que o aumento dos preços do barril de petróleo, contribuirá ainda mais para elevação da arrecadação dos governos e para o crescimento econômico. Agora o ônus ficará com os consumidores, que pagam mais pelo aumento de preços em geral, já que os combustíveis tem reflexos nos níveis do custo de vida, que se refletem na inflação. O aumento foi tão gritante, que o próprio governo editou medida provisória para isentar, temporariamente, de ICMS, COFINS e CIDE os combustíveis. A respeito dos carteis dos postos de combustíveis, o governo federal afirma que taxará em até R$1 bilhão aqueles carteis que praticarem preços abusivos.

A Secretaria de Política Econômica do referido ministério fez cálculos que, no limite mais severo da guerra, a arrecadação neste ano subiria R$96,6 bilhões e o PIB poderia crescer até 0,36% como adicionais de crescimento. Em contrapartida, o ciclo de baixa da taxa básica de juros, previsto para começar na próxima semana, poderá não ocorrer em 0,50%, mas, em 0,25% como algumas instituições financeiras afirmaram. Poderá até não acontecer e aí o preço continuará sendo pago pelas classes produtoras que almejam taxa menores de juros, principalmente, para capital de giro.

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