ÍNDICE DE COMMODITIES

 

06-03-2026

Em economia não tem essa de o comerciante absorver o custo adicional. Agora mesmo com a grande elevação do preço do barril de petróleo, após a nova e sangrenta guerra entre Irã, EUA e Israel, mais vizinhos do Oriente Médio sendo bombardeados, estreito de Ormuz bloqueado, o aumento do preço está sendo repassado ao consumidor, até mesmo mais do que o aumento de preço do referido barril, alegando os comerciantes que tem custos também de transportes e outros custos administrativos.

O nome commodity é a denominação em inglês das matérias primas negociadas no comércio internacional. As principais são petróleo, fertilizantes nitrogenados, grãos, alimentos industrializados, ou não, minerais, dentre muitos outros. Para o caso brasileiro, uma redução no Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) significa menor inflação ou desinflação ou deflação do indicador oficial (IPCA), calculado pelo IBGE. Uma elevação no IC-Br representa maior inflação. No caso brasileiro, a inflação importada tem reflexo na taxa inflacionária doméstica de cerca de 30%, conforme o Banco Central, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e outros pesquisadores.

O IC-Br representa a média mensal ponderada dos preços do conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica inflacionária brasileira. Os produtos da agropecuária têm peso de 67% do indicador, seguindo de commodities de energia, por volta de 17% e, metálicos, em torno de 16%. Na verdade, eles são das exportações, porém, com supremacia dos produtos in natura. Trata-se de “vocação” do País, não obstante, desde a época, pelo menos, do Marquês de Mauá (século XIX) e da de Getúlio Vargas (século XX, de 1930 em diante), haver o desejo do País ser top em indústria.

Em dólares, o indicador em referência caiu 0,60% na passagem de janeiro para fevereiro. O setor agropecuário recuou 2,54%, o de metálicos caiu 0,50%, indo de encontro de alta de 5,91% em commodities de energia.   

Em fevereiro, em relação a janeiro, o IC-Br caiu 3,22%. Em muito contribuiu à grande descolorização do dólar e apreciação do real. A queda ocorreu em commodities metálicas (3,08), agropecuárias (5,12%) ao passo que houve elevação em commodities de energia (3,16%).  

Desde o dia 28 de fevereiro, seis dias de conflitos bélicos no Oriente Médio, com 11 países envolvidos, provocados por Israel e EUA, respondido pelo Irã, os quais assassinaram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de muitos líderes religiosos e militares. No teatro de operações, há registros de mais de 1.200 mortes e as escaramuças tendem a crescer, os preços das commodities estão em rápida elevação, sendo possível prever grande repercussão positiva no indicador em referência e pressão inflacionária doméstica e internacional. O estreito de Ormuz, por onde passa por volta de 20% do petróleo mundial, foi bloqueado pelo Irã. O preço do barril do petróleo disparou do patamar de US$70.00 para cerca de US$85.00. O dólar comercial subiu para R$5,28, o maior valor desde 28 de janeiro.

Na semana que vem, que antecede a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, está sendo prevista uma redução da taxa básica de juros de 0,5%. Até isto está em dúvida, além de que o ciclo de corte poderá ser em menor escala neste ano, segundo analistas do mercado financeiro.  

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