PIB CRESCEU 2,3% EM 2025

 

04-03-2026


Os cálculos da atividade econômica de 2025 foram entregues nos primeiros dias do terceiro mês do ano em muitos países pelo mundo. Dados estes que estão sujeitos a revisões ou aproximações, as quais não têm mudado muito no Brasil. Os cálculos foram feitos pela agência de risco Austin Rating, em dólares, baseada em Nova York, tendo o PIB brasileiro caído de 10º para o 11º lugar. Os 11 maiores são: Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Índia, Reino Unido, França, Itália, Rússia, Canadá e Brasil. A lista dos 15, com Espanha, México, Austrália e Coreia do Sul.  

O IBGE apresentou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, ontem. O incremento em relação a 2024 foi de 2,3%. São imensas estatísticas coletadas, que fazem parte da tabela insumo-produto, mediante as óticas da formação da equação da renda interna bruta: oferta agregada (PIB mais importações) = demanda agregada (consumo das famílias, investimentos, gastos do governo e exportações). O PIB é geralmente subestimado, visto que não contém os cálculos do que é marginal às atividades econômicas, sendo atividades que estão sem contabilização e aquelas tidas como ilegais. Por exemplos, como calcular o trabalho informal, que não é registrado nas contas nacionais, como medir a renda das empregadas domésticas e de outros trabalhadores que não foram registrados, dentre outros motivos não alcançados pela contabilização?

A elevação do PIB marca uma desaceleração da atividade econômica, vez que tinha crescido em 2024 cerca de 3,4%. O crescimento de 2,3% do PIB foi fortemente influenciado pelas altas taxas de juros praticadas no Brasil, que inibem os investimentos privados, sendo a atual taxa básica de juros de 15%, desde junho de 2025. Parece que irá a SELIC mudar, na reunião do COPOM da próxima semana, com o ciclo de baixa, mas o ciclo poderá ser curto porque os preços dos alimentos e do petróleo, além de outras commodities tem se elevado, em razão das guerras existentes no mundo. Há cálculos de economistas que, somente o impacto da abrupta elevação do preço do petróleo, dos recentes 4 dias, devido ao novo conflito entre EUA, Israel e Irã, conflito este que já envolve 11 nações, já traz reflexos de retração de, pelo menos, 0,25% na taxa do PIB deste ano, conforme mercado financeiro, através de consulta do Banco Central, semanalmente, com 100 instituições, que estão projetando um incremento de 1,8% do PIB. Isto há várias semanas, bem como também esta é a taxa prevista para 2027.

Todos os três setores produtivos cresceram em 2025. A agropecuária se incrementou de 11,7%, os serviços avançaram em 1,8% e a indústria em 1,4%, conforme o IBGE. A média dos setores é uma média ponderada, estando os serviços correspondendo a cerca de 60% do montante. A agropecuária e a indústria a 40%.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$12,7 trilhões em 2025. O PIB dividido pela população, chamado também de renda per capita, alcançou R$59.687,49, mediante avanço real de 1,9%, em relação ao ano anterior. Historicamente, a taxa de elevação do PIB (2,3%, em 2025) foi maior do que a da renda per capita (1,9%). Isto se deve à alta concentração de renda no País.

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