RELATÓRIO SOBRE PENDURICALHOS
24-03-2026
Depois do Ministro do STF Flávio Dino ter suspendido os
pagamentos de penduricalhos, ou seja, o pagamento de verbas indenizatórias que,
geralmente ultrapassam em muito o teto constitucional, de que ninguém deve
ganhar mais do que o presidente da República, burlando várias diretrizes
éticas, e, o que é pior, não pagando o imposto de renda sobre rendimentos
adicionais, recentemente, foi composta uma comissão técnica dos três poderes,
para realizar um relatório sobre o quanto assumem os penduricalhos. Os
privilegiados protestam e querem exceções. Enfim, os congressistas querem
aprovar uma lei que discipline o assunto e não os suspendam de vez. Não basta
muitos executivos terem dois meses de férias, mordomias, ajudas de custo e
outras ajudas, também, não basta terem verbas de gabinete e, no caso de os congressistas
trabalharem de terça a quinta feira, além de ponto facultativo na segunda e na
sexta, além de viagens, carros, motoristas, eles querem continuar recebendo os
penduricalhos e grande tem sido a criatividade. Há casos de executivos que
percebem até mais de R1 milhão de uma só vez e podem contar ainda com novas
indenizações.
A comissão técnica escolhida dos três poderes teve como fito
criar uma regra de transição para os penduricalhos, tendo apresentado ontem ao
Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de dados do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), concluindo que o gasto total com verbas acima do teto salarial hoje
esteja por volta de R$10 bilhões. Presume-se aqui que este seria o valor dos
gastos orçamentários anuais.
Entre as propostas de ajustes, está a criação de um limite
global para o pagamento de verbas indenizatórias. Ou seja, a criação de um
segundo teto salarial. Nem salarial seria este, visto que seriam rendimentos
isentos de imposto de renda, tal como são as indenizações. O relatório servirá de
subsídio para o julgamento de amanhã pelo STF.
O relatório em referência não sugere um limite específico
para as verbas indenizatórias. Porém, apresenta cenários que vão de 30% a 70%
de adicionais, em relação ao teto. Ou seja, é uma comissão mesmo de manter
privilégios, penduricalhos, havendo uma proposição de redução em seus valores.
O STF julgará, então.
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