ARMA SECRETA DO BRASIL
28-03-2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, está também ameaçando
invadir a indústria de petróleo do Irã e, ocupar, à semelhança do que fez e está
fazendo na Venezuela, só que, lá, em uma guerra sangrenta, já tendo começado a
enviar 10 mil fuzileiros navais para a região. Por seu turno, por exemplo, o
Paquistão está prestes de decretar emergência energética. Muitos outros países
poderão e já estão apertados, como Cuba.
O jogo do “estica e puxa” de Trump continua. Ontem, último
dia útil, o preço do barril do petróleo voltou para US$110.00. Analistas
econômicos, em geral, estão antevendo recessão, nos EUA e no mundo, se o preço
do barril ultrapassar US$135.00.
A revista inglesa The Economist relembra ao mundo que o
Brasil possui a arma secreta para enfrentar o terceiro choque do petróleo: a
sua integração entre a agricultura e as indústrias de biocombustíveis. Poucos
países estão preparados para lidar com o citado terceiro choque do petróleo. O
País possui o quinto território mundial e tem uma fronteira agrícola com
potencial de grande expansão, principalmente, de grãos de continuadas elevações
de produtividades. Desde o segundo choque que o Brasil criou um programa de
energia oriundo de produtos rurais, o Proálcool, que tinha um grande horizonte
de crescimento, mas que se esbarrou com o fim do segundo choque, além dos
preços do álcool, comparáveis aos dos combustíveis derivados de petróleo indo
ficando cada vez menos competitivos, desde os anos de 1980. O Proálcool
fracassou e teve grandes prejuízos. O cenário agora está bastante mudando. Os
programas de álcool são baseados também em sementes, tais como a soja e o milho.
Conforme acentuou a revista de mais de dois séculos, The
Economist, datada de 26-03-2026, os biocombustíveis ajudarão o País a enfrentar
a crise advinda do Oriente Médio, visto que: “Durante o último meio século, o
gigante agrícola construiu a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do
mundo”, sendo o País o segundo maior produtor de etanol e o terceiro maior de
biodiesel. Não somente com a cana de açúcar, mas também, notadamente, o milho,
que já ultrapassa 25% de utilização energética.
Ademais, destaca a revista que cerca de 75% dos veículos
brasileiros possuem tecnologia que lhes permitem queimar, desde gasolina pura
até 100% de álcool, de acordo com a malha existente de postos de combustíveis.
Dessa maneira, ao comparar como o sistema de preços dos
derivados de petróleo tem se comportado, recentemente, exemplifica que, no
Brasil, os preços deles subiram: a gasolina, por volta de 10%, o diesel, em
torno de 20%, já nos Estados Unidos se elevaram cerca de 30% a 40%,
respectivamente. Por seu turno, o governo federal analisa aumentar a
participação do etanol na gasolina e conceder isenção fiscal ao biodiesel.
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