EFEITOS MACROECONÔMICOS NEGATIVOS
23-04-2026
O mais recente Relatório de
Mercado da agência de risco Fitch Ratings, baseada em Nova York, maior centro
financeiro global, refere-se que a continuidade da guerra no Oriente Médio
também continuará trazendo efeitos macroeconômicos negativos. O risco do crédito
está elevado, punido por taxa de juros alta, bem como retardará o Federal Reserve
(Banco Central os EUA) em reduzir os juros básicos, além de queda real dos
salários e do nível de emprego nos EUA, que se irradiará pela economia global.
Por seu turno, as pesquisas de popularidade do presidente Donald Trump caíram
para 32%.
O cenário adverso visto pela
referida agência leva em consideração o preço do barril de petróleo em torno de
US$100.00, levando a um crescimento do PIB dos EUA para 1,5% neste ano, caindo 0,7%
do PIB anteriormente estimado por ela. Por seu turno, o nível de investimento
está sustentado pelas inversões em inteligência Artificial (IA). As ações das seis
magníficas empresas de IA continuam subindo.
Há dois dias terminou a trégua entre
os atores da guerra no Oriente Médio. O presidente Trump, que tinha declarado
que não faria mais trégua, ontem disse que a trégua está sendo prorrogada, indefinidamente,
até que o Irã apresente a proposta de final do conflito, em reunião no
Paquistão. Na verdade, não está havendo bombardeios, mas, ambos os lados da
contenda estão aprisionando navios petroleiros. Ambos estão fechando o estreito
de Ormuz, da saída e da entrada. O preço do barril do petróleo continuou por volta
de US$100.00.
A citada guerra continua
desvalorizando o dólar pelo mundo e no Brasil. O efeito no País é maior devido
ao saldo positivo da balança comercial, de US$13,2 bilhões no primeiro
trimestre, ingressando mais dólares do que saindo, estando a Petrobras sendo
responsável por mais de US$10 bilhões, por volta de 70% dele, Dessa maneira, a
moeda brasileira tem se valorizado muito, estando inferior a R$5,00. A
Petrobras exporta petróleo bruto, o principal produto de exportação do Brasil, principalmente,
para a China, importando derivados do petróleo e de fertilizantes de diferentes
países. Referido superávit é 50% superior ao saldo do primeiro trimestre do ano
passado.
Como o Brasil não está envolvido
diretamente na guerra e tendo superávits da balança comercial crescentes, o
Fundo Monetário Internacional revisou o crescimento do País de 1,6% para 1,9%
de incremento do PIB, o que ainda é bem modesto, para um país que precisa
crescer bem para atingir o almejado desenvolvimento econômico.
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