FALSA PROJEÇÃO
04-04-2026
As notícias publicadas pelo G 1,
agência de notícias da rede Globo de hoje dizem que os preços dos fertilizantes
dispararam, em razão da guerra, há mais de um mês, os quais não terão reflexos “agora”
nos preços dos alimentos. Não se sabe o tamanho do “agora”, mas a projeção é
falsa. No Brasil os preços sobem mesmo quando se anunciam que subiram os preços
dos barris do petróleo e dos fertilizantes, visto que subiram antes das vendas dos
combustíveis, pelas refinarias aos postos de atendimento. No sistema econômico,
os preços sobem pelas expectativas. A propósito, John Maynard Keynes, em seus textos
já se refere ao modelo econômico de expectativas racionais, desenvolvido,
dentre outros, pelo Prêmio Nobel de Economia, o norte-americano Sargent.
O G 1 tem como lema levar notícias
em tempo real pelo que se passa no Brasil e no mundo. Refere-se a que as
elevações dos fertilizantes, dos quais o País é grande importador, notadamente,
do Irã, não se refletirão em grandes aumentos nos preços dos alimentos neste
ano, já que as elevações de preços de agora se devem ao aumento dos preços dos
combustíveis. Estes subiram bastante e os aumentos de preços seguramente serão
repassados aos alimentos pelos produtores e transportadores. Esta tem sido a
regra.
A propósito, a pesquisa semanal
do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras vem revelando
aumentos das perspectivas de inflação deste ano ao tempo em que começou a
guerra no Oriente Médio. Os bancos têm equipe de economistas, acompanhando a
conjuntura econômica e publicam cartas mensais.
O governo federal já acendeu o
sinal de alerta para os aumentos principalmente no diesel, mais a disparada nos
preços do querosene de aviação e no gás de cozinha. As elevações de preços vêm
em cascata.
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