INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL SUPERINTELIGENTE

 

16-04-2026


O modo de produção capitalista se organizou de tal maneira que quem puxa a acumulação de capital, que leva ao desenvolvimento econômico são as grandes empresas, aquelas que tem capacidade de investir. Não sem motivo as mais valiosas delas estão com ações negociadas nas bolsas de valores, em especial, na NASDAQ, bolsa de alta tecnologia, no coração financeiro mundial, Nova York, onde se destacam as mais avançadas, as que aprimoram a Inteligência Artificial (IA).

No site do Estadão de ontem o colunista Alexandre Chiavegatto Filho indaga: “o Brasil não terá acesso à superinteligência artificial. E agora?” é um questionamento importante, na medida que as “big techs”, ou seja, empresas de alta tecnologia, podem fazer sozinhas suas invenções ou compartilhá-las. Para elas, o que melhor e a regra de ouro do capitalismo a forma é aquela que proporciona maior lucro.

A divulgação de um algoritmo superinteligente, generalizado, privaria as grandes empresas de terem o monopólio ou oligopólio, coisa da qual dificilmente abrirão mão. É só ver que existe o cartel das seis irmãs das big techs, ou, outrora, o cartel das sete irmãs do petróleo ou, ainda a versão atual, que é o cartel da OPEP, que existe desde 1962. Há também cartéis na indústria de eletrônicos, automobilística, dentre outras. Estes últimos ditam preços, produção e racionamento ou não de ens e serviços. Não é atoa que Donald Trump está fazendo uma guerra no Oriente Médio e já capturou a Venezuela. No mundo capitalista é “A Ditadura dos Carteis”, título de antigo livro de Kurt  Rudolf  Mirow, que foi lançado e proibido no Brasil dos anos de 1970, que ditam as regras.

O citado repórter se refere a que a empresa chinesa Alibaba, dona da família de algoitmos Qwen, lançou três modelos proprietários em três dias seguidos. Há pouco tempo os chineses “inteligentes” tiveram uma “briga” dentro dos EUA.

A multinacional Meta lançou seu último modelo como proprietária e tinha dito que o modelo seria aberto. Através do seu CEO.

A gigante Anthropic lançou um modelo de IA que mostrou milhares de vulnerabilidades nos principais sistemas operacionais e navegadores mundiais. A empresa resolveu não divulgar ao público, por que “negócio é negócio”.

Enfim, como exemplos, um sistema de IA é capaz de levar, com sua colaboração,  a descoberta de novas moléculas, além de contribuir para desenvolver, como exemplos, medicamentos para o Alzheimer ou câncer de pâncreas, certamente, deverão valer centenas de bilhões de dólares. Ademais, existem áreas onde o avanço será enorme, tais como finanças, armas e transporte autônomo.

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