JOGOS PREJUDICAM PRINCIPALMENTE AO CONSUMO
01-05-2026
Desde 01-01-2007, que aqui se
escreve uma lauda sobre economia brasileira, para debate em sala de aula. O
assunto geralmente é da conjuntura e de cenários.
A teoria dos jogos já fez vários
economistas ganharem o Prêmio Nobel de Economia. Até mesmo um matemático já o
ganhou, John Nash, retratado no filme “Uma Mente Brilhante”. Não é atoa que o
jogo é chamado de jogo de azar. Mas, azar para quem cara pálida? Para o
jogador, na imensa maioria das vezes. O banqueiro quase sempre ganha. Há
fraudes, blefes, porém, aqui somente se abordará um caso, qual seja o prejuízo
ao consumo. Outros desvios podem ser relatados, relativos à arrecadação e de
finalidades, como o jogo “o dilema os prisioneiros”.
Em foco, as empresas de apostas
online, as bets, pagam 12% sobre a receita bruta dos jogos, elevando-se para
13% em 2026, 14% em 2027 e 15% em 2028. Pelo lucro, imposto de renda pessoa
jurídica, 25%; pela contribuição social sobre o lucro líquido, 9%. Sobre o
faturamento, PIS/COFINS, 9,25%. Outros possíveis tributos: ISS, dependendo da
cidade d atuação. A CIDE está sendo discutida a sua cobrança.
A Confederação Nacional do
Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou que, de janeiro de 2023 a
março de 2026, a inadimplência do consumidor, também se deveu aos jogos
patrocinados pelas bets (empresas de jogos pela internet), retirou do comércio
varejista R$143 bilhões. O montante equivale às vendas varejistas no Natal de
2024 e de 2025.
O crescimento dos gastos dos
brasileiros nas plataformas eletrônicas no referido período foi de cerca de
R$30 bilhões mensais. Segundo a CNC, o entretenimento comprometeu a renda
disponível e devem ter levado 270 ml famílias para a inadimplência severa
relativa a mais de 90 dias.
Um estuo mais amplo poderia ver
as loterias, rifas, jogo do bicho e de outras formas. Acredita-se que se
somente colocar-se a Caixa Econômica Federal, a jogatina oficial, vários
bilhões têm sido desviados do consumo das famílias.
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