O PIOR CHOQUE DO PETRÓLEO EM 5 DÉCADAS

 

07-04-2026


O diretor-executivo da Agência Internacional do Petróleo, Faith Birol, em entrevista ao jornal Le Figaro, classificou o terceiro choque do petróleo como o maior já existente, somados o primeiro e segundo choque. O fornecimento energético está sendo obstaculizado sem precedentes. Sem acordo entre as partes envolvidas na guerra do Oriente Médio, a situação só tende a piorar.

Segundo Faith: “Esta guerra está bloqueando uma das artérias da economia global. Não apenas de petróleo e gás, mas também fertilizantes, produtos petroquímicos, hélio e muitas outras coisas. Março foi muito difícil, mas abril será muito pior”.

Segundo ele, 75 estruturas energéticas foram atacadas, um terço delas está sem condições de restauração no curto prazo. A perda de produtos refinados e de petróleo bruto poderá ser o dobro do que houve em março.

Hoje a noite se encerra o prazo dado pelos EUA. O Irã rejeitou proposta de uma trégua de 45 dias e faz proposta aos EUA e a Israel para romper definitivamente o conflito. Teerã rejeitou a proposta de 15 itens dos agressores. O governo do Irã disse ter condições de rechaçar os ataques por mais seis meses. Além de continuar fechando o estreito de Ormuz, declarou a que poderá fechar outro estreito, o de Bab el Mandeb localizado no Oceano Índico, que liga o Mar Vermelho ao golfo Pérsico, com a ajuda de forças do Iêmen. Por seu turno Donald Trump afirmou que esta noite poderá ter fim uma civilização inteira.

No Brasil, o governo federal está tomando medidas, por dois meses, de subsidiar o diesel, o gás de cozinha e o querosene da aviação. Porém, não conseguiu ainda o intento de os aumentos de preços dos derivados do petróleo, não refletir nas elevações de preços.  Uma coisa é certa, os subsídios irão elevar os custos e turbinar o déficit primário. Por outro lado, o governo federal geme muito uma greve de caminhoneiros.

 

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