O VAI E VEM DO BRENT

 

25-04-2026


O terceiro choque do petróleo (o primeiro em 1973, o segundo em 1979), surpreendeu o mundo e, em oito semanas de conflitos no Oriente Médio, tem levado os preços do barril de petróleo, do tipo Brent, aquele importado pelo Brasil, que, em contrapartida, exporta o petróleo do tipo pesado, balança há muito tempo, mediante uma tendência histórica de grande alta, qual seja um vai e vem que só tem trazido perdas para os países globais. Tem sido mentira de que o Brasil não está sendo atingido e, pelo contrário, os preços das suas importações estão mais caros.

s. A Petrobras vem tendo um protagonismo, sem parar em suas exportações, gerando muitos dólares, cujo excesso da balança comercial tem contribuído para que o dólar recuasse até a R$4,56, uma valorização enorme da moeda do Brasil neste ano, o que implica até em pequena contribuição para a elevação do PIB, muito embora a inflação voltasse a recrudescer, levando, por outro lado, a um receio de que o PIB deste ano seja inferior a 2%, um crescimento modesto, em face das necessidades do País, para sair da faixa de renda média (a renda média está na faixa de U$6 mil a US$16 mil, segundo a ONU, estando o País com renda nessa armadilha, próxima a US$11 ml), para tornar-se um país verdadeiramente rico.

O fato é que nos últimos dias o barril do petróleo do tipo Brent disparou passando de US$106.00. A escalada de preços da commodity é ruim para todo o mundo, encarece os custos de produção e se transforma em efeitos inflacionários, inibindo investimentos e o ansiado crescimento econômico. 

O impasse da guerra continua. Sem conversações de paz, bombardeios poderão voltar. Mas Donald Trump descarta ataque com armas nucleares, o que poderia “destruir a civilização inteira”, de que ele teve a infeliz ideia de sugerir. Porém, não descarta destruição em massa.

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