PARA CONFUNDIR E NÃO EXPLICAR

 

01-04-2026


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em grande queda de popularidade, em mais de 60% dos consultados por pesquisas, disse que fará um pronunciamento hoje, esboçando o fim da guerra no Oriente Médio, enquanto isto, Israel intensificou os bombardeios na capital Teerã. Acontecimentos assim, em direções opostas, vem para confundir e não para explicar.

A guerra contra o Irã está saindo bem diferente do que era esperado pelos agressores, de que a vitória seria rápida e fulminante. O Irã está demonstrando um poder de reação, de inteligência e de repulsa não imaginado pelos atores em cena. Ademais, o Irã agora declara que poderá atacar 18 grandes empresas norte-americanas de alta tecnologia em atuação no Oriente Médio.

No Brasil, as repercussões se dão em áreas veladas. Agora mesmo o Banco Central divulgou que o setor público consolidado teve déficit de R$16,4 bilhões em fevereiro. O relatório do BC é de Estatísticas Fiscais. Referido relatório não tem a ver com a guerra, mas envolveu perdas do Banco Central, em operações de câmbio e de déficits das empresas estatais.

O governo federal está fazendo renúncias fiscais de tributos relativos às amplas elevações dos preços dos combustíveis, juntamente com os estados federados. Lá na frente, até o final do ano a União projeta um pequeno superávit primário. Obviamente, se continuar o difícil trajeto da guerra, muito do ônus virá para o País, principalmente, nos preços dos barris de petróleo e de fertilizantes. As projeções da inflação estão indo em sentido ascendente, os juros não estão caindo como se esperava e a economia terá um baixo crescimento neste ano.

Os cenários são de incertezas, apertos e angústias.

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