PLANO PARA OS ENDIVIDADOS

03-04-2026


O governo federal tem sido, desde a etapa colonial, aquele que “perdoa” dívidas. Isto viciou, incialmente, o “pessoal” da agropecuária a tomar emprestado e não pagar, ficando inadimplente, para depois “renegociar” a dívida. O Congresso Nacional tem uma bancada ruralista, que sempre está disposta a fazer plano de negócios, para a União arcar com os ônus, seja de uma má safra, incêndio, praga, doenças, frustração de safras. O maior impacto que atrai para o erário público é, principalmente, dos grandes produtores.  Nos últimos anos, o governo declara não “perdoar”, e sim, fazer renegociação com descontos poupudo, entre 80% a 90%, seja de principal e/ou de juros, parcelamentos facilitados e incentivar os bancos para negociarem.  O governo atual prepara uma medida provisória, para lançar um novo programa de renegociação de dívidas das famílias, cogitando uma possibilidade de perdão de até 80% dos débitos e redução de juros, buscando ampliar o alcance do atual “Programa Desenrola” e aliviar o endividamento. O fato é que, podendo ou não, arcar com suas despesas, as famílias tomam emprestado, já “sabendo”, que poderá haver uma anistia, parcial e, hoje, raramente, total, dos débitos. Isto é vicio e ficou no inconsciente coletivo, desde a etapa colonial.

Em curso está o Programa Desenrola Brasil para renegociação de dívidas de pessoas físicas e limpar o nome de muitos milhões de brasileiros. Em dados mais recentes da Serasa, aproximadamente 81 milhões de brasileiros tem o nome negativado. Mas, o número atual está na faixa de 73 a 81 milhões de pessoas, dependendo da dinâmica. Isto pode representar entre 44% à 50% da população. Em outras palavras, quase 1 em cada 2 adultos pode estar inadimplente. Cada inadimplente, segundo a Serasa, deve, em média, de R$4.800,00 a R$5.000,00. A maioria das dívidas está em bancos, cartões de crédito e contas de saneamento básico (água e luz). O nível atual continua batendo recorde histórico, em várias medições, sendo um problema estrutural da economia brasileira, visto haver juros altos, renda apertada e compromissos inadiáveis.  


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