PROJETO DE LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
18-06-2026
O poder executivo tem prazo
definido de até o dia 15 de abril de cada ano, a enviar ao Poder Legislativo, o
Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que é um instrumento de
discussões e de confrontações com os planos, programas e projetos em execução e
a executar, durante o ano, para exame das duas câmaras do legislativo, servindo
de subsídios para confrontações com o Projeto de Diretrizes Orçamentárias, que
deve ser enviado ao Congresso no último dia de agosto. Em tese, até o fim do
ano deverá ser aprovada a lei do Orçamento Anual.
Dessa maneira, o governo federal
enviou ao Congresso o PLDO, elaborado conjuntamente pelo Ministério do
Planejamento e o da Fazenda, trazendo as projeções dos principais indicadores para
a economia brasileira até o ano 2030.
A principal projetação oficial é
sobre a inflação. Para 2027 ela está projetada para 3,07%. Para 2028 a 2030 a
estimativa é de 3,0% ao ano. É a esperança para um próximo governo e para um
mandato, novo ou não. Certamente, o PLDO de 2027 fará revisões sobre referidos
números, até porque o terceiro choque do petróleo parece que veio para ficar
neste ano e se estenderá parcialmente para os próximos. O governo federal vem
sinalizando uma expectativa de controle inflacionário e uma trajetória
administrável, dentro dos seus quadros.
Sim. O terceiro choque do petróleo,
decorrente da guerra no Oriente Médio tem sido um processo de “choque não molha”.
Ou seja, o Irã fecha o estreito de Ormuz, abre o estreito, os EUA dizem que
iriam fechar, o estreito fica por pouco tempo aberto e agora o Irã decidiu que
irá fechar, bem como a trégua de 15 dias está acabando.
Para o PIB a projeção é de 2,56%
em 2027. Ano de posse de novos ou velhos eleitos e, provavelmente, de mudanças
no aparelho econômico. Para 2028, repete os 2,56% de incremento do PIB. Para
2029, PIB crescendo 2,59%. Para 2030, incremento do PIB de 2,66%. Assim, para a
atividade econômica, as projeções estão bastante modestas, isto porque as
estimativas para as taxas básicas de juros continuam bastante elevadas,
inclusive, feitas pelas instituições do mercado financeiro, consultadas semanalmente
pelo Banco Central, projetando situação financeira apertada e de desestímulos aos
maiores investimentos privados.
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