CÚPULA EUA E CHINA

 

15-05-2026


Há cerca de um ano e quase cinco meses que o presidente dos EUA, Donald Trump assumiu o seu segundo mandato, tendo reiniciado, de forma mais forte, uma guerra de tarifas comerciais, tendo como principal fito redefinir uma nova geopolítica, baseada no bilateralismo, em contraposição ao multilateralismo que eles mesmo tiveram iniciativa de criarem, depois da segunda guerra mundial, em apoio a vários organismos globais. Na verdade, os blocos de países foram ficando mais fortes, resistentes e os EUA tiveram e tem de enfrentar vários embates geopolíticos, comerciais e até ingressaram em guerras, notadamente, junto com Israel. Não sem motivo, voltaram-se contra o comércio no canal do Panamá, que os EUA ajudaram a criar, mas que tem beneficiado, segundo eles, mais a China. Em seguida, definiram ações militares, na Venezuela, querendo anexar seu território; também em guerra no Oriente Médio, contra o Irã, sendo em ambos os casos a vontade de dominar os ciclos do petróleo, do qual são os maiores produtores.

Tem feito missões pelo mundo, em busca de negociações comerciais, ora ampliando as tarifas comerciais, ora, cedendo, em discussões bilaterais, principalmente, com a União Europeia e com a China, que agora têm uma missão ampla e definida, qual seja ampliar negócios de alta tecnologia, principalmente, de inteligência artificial e de minerais de terras raras.

Dessa maneira, desde o ano passado, a redefinição geopolítica tem encarecido as commodities, levando ao recrudescimento da inflação global, tendo o preço do petróleo ficado elevadíssimo, na faixa de US$100.00 o barril, ora recuando, ora avançando, mais as perdas mundiais estão sendo contabilizadas. Há quem diga que essa volatilidade continuará ainda por muito tempo.

 

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