DESORDEM ECONÔMICA MUNDIAL
06-05-2026
Em seu segundo mandato no governo
dos EUA, Donald Trump rompeu com o multilateralismo, ao qual os EUA vinham
apoiando desde a segunda guerra mundial. No sistema econômico a tônica é a
concorrência, visto estar provado que a concorrência pode levar à eficácia e a
eficiência, ou seja, aumento da produção e da produtividade, dois dos objetivos
maiores da economia.
Apoiando o unilateralismo, Trump
rompeu parcial ou totalmente acordos, invadiu o Panamá, destituindo presidente
e esposa, levando-os a julgamento em Nova York, além de controlar o petróleo
venezuelano. Aliado de Israel, os EUA reiniciaram uma guerra antiga no Oriente
Médio, tendo mais uma vez o petróleo como objetivo econômico. Ele tem ameaçado
invadir a Groelândia, presumindo petróleo e terras raras. Interveio no canal do
Panamá. Tem ameaçado invadir Cuba, fazendo manobras de guerra. Enfim, muitas ações
bélicas e muitas bravatas. Aliás, iniciou o seu segundo mandato impondo aos
parceiros comerciais elevadas tarifas adicionais no comércio internacional.
Como não obteve apoio incondicional da Europa, nem na imposição de tarifas, nem
no conflito do Oriente Médio, vem ameaçando romper com o tratado da OTAN, já
reduziu verbas. Tem investido na ONU contra órgãos internacionais, tais como a
USAID, OMC e OMS, dentre outros, cortando parcial ou totalmente verbas. Suas manobras
são as de fazer os EUA mais ricos do que antes. O que ele tem feito é reforçado
as posições do imperialismo.
Por seu turno, a Europa faz
bloqueio à Rússia e vice-versa em comércio mundial. A China define novas rotas
comerciais. Enfim, a própria existência de blocos de países indica o
protecionismo econômico. No caso brasileiro, o Pais faz parte do grupo dos países
emergentes, chamados de BRICS tenta emplacar há 26 anos o MERCOSUL, acordo de
países do cone sul da América Latina com a União Europeia. “É um salve-se quem
puder”.
Em resumo, os EUA que apregoavam a
cooperação para a competitividade hoje defendem claramente reservas de mercado
e uso da força contra quem contrariar seus principais interesses. O Brasil que
tem confrontado com interesses americanos, tem o seu presidente da República
ido hoje a Washington negociar com o presidente Donald Trump, as elevadas
tarifas impostas, o uso de terras raras, o PIX, que tanta incomoda os bancos
americanos, dentre outros assuntos.
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