ENDIVIDAMENTO FAMILIAR
09-05-2026
O endividamento familiar em alta
e em recorde é tema recorrente neste espaço diário de uma lauda sobre a
economia brasileira.
O endividamento familiar, em
abril atingiu 80,9%, vindo de 80,4%, na passagem de março para abril, segundo a
Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em abril de 2025 era de 77,6% o número de
famílias endividadas.
É muito alto o grau de
endividamento das famílias brasileiras e grande parte da dívida delas fica
impagável, na medida em que têm pagar juros estratosféricos, principalmente, na
modalidade mais fácil, mas a mais burra, qual seja o uso do financiamento do
cartão de crédito. É burra porque falta educação financeira. A facilidade e a
ignorância sobre as taxas de juros atingem a grande maioria da população. O
fato é que o governo federal insiste em programas de doações em dinheiro e não
procura educar a maioria do povo, que, em tese, seria mais esclarecido e de
maior produtividade, justamente, pela educação. A educação não só liberta como
torna o cidadão e a cidadã mais proativos. Isso não é novidade. Todo país que
se tornou grande e desenvolvido se fez por revoluções educacionais.
O relatório mensal da pesquisa de
endividamento e inadimplência do consumidor vem mostrando que a situação de
aperto dele não é resolvida por si só e o governo federal lançou um novo
programa do “Desenrola Brasil”, para reduzir parte da dívida e jogar para a
frente o problemaço.
Consta do citado relatoria acima
que “Os resultados recentes indicam relativa acomodação das condições
financeiras das famílias. Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço,
esse movimento não tem sido acompanhado pela deterioração expressiva da
inadimplência, que segue relativamente estável, assim como a parcela das
famílias sem condições de quitar dívidas”.
Referido relatório fala em acomodação
das condições financeiras das famílias. Ora, mais acomodação em nível muito
alto, denotando uma situação vexatória, o que traz infelicidade para milhões de
cidadãos.
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