ESTIMATIVAS DO CITI
27-05-2026
O Citibank, depois de várias
décadas de atuação em vários segmentos no País, saiu de muitas das suas
operações financeira no Brasil. Mas, como um dos maiores e tradicionais bancos
do mundo, baseados em Nova York, o centro financeiro do globo, possui posições
de comunicações e de capitais no Brasil, tendo uma postura ainda mais ortodoxa,
sobre a economia brasileira, do que aquela dos cem bancos consultados,
semanalmente, pelo Banco Central. Este, desde o ano 2.000, vem, fazendo
levantamentos de medianas dos bancos, que constam do informativo Focus. Ao divulgar
a mediana da taxa básica de juros desta semana, que foi de 13,25%, para 2026, o
Citi recalculou, que poderá ser 13,75%. Ademais, ainda o Citi afirmou que, em
setembro, poderá acabar o ciclo de baixa da taxa baixa de juros.
A leitura que se faz do relatório
do Citi é a mesma para aqueles relatórios feitos pelas instituições financeiras.
Os relatórios deles afirmam que a taxa SELIC tem que ser mantida alta, para
combater a inflação. Entretanto, não parece lógica esta taxa tão alta como vem
girando no Brasil, há muito tempo, sendo próximo do triplo da taxa
inflacionária vigente, o que causa perplexidade e protestos dos atores do
sistema produtivo. Porém, não causa espécie a eles, bancos, visto que gostam de
taxas elevadas de juros. Por seu turno, o governo federal se põe contra, mas,
veladamente, aceita porque nada pode fazer, já que precisa tomar dinheiro
emprestado para cobrir os déficits primários, senão, quebra, isto é, tem de
fazer moratória, como já fez no passado. No entanto, neste século se
equilibrou, plantado, desde o Plano Real, que estabilizou a economia brasileira,
mediante taxas de inflação de níveis civilizados. Ou seja, antes de 1994,
conviveu com taxas inflacionárias de dois, de três dígitos e até de quatro
dígitos, em termos anualizados. Era um desequilíbrio econômico global.
Relembre-se aqui, o Banco Central
é independente. O presidente Roberto Campos Neto, o primeiro que o pegou assim,
fora muito criticado, ele que fora indicado pelo governo Bolsonaro. Atualmente,
o presidente André Galípolo, indicado por Lula, não é criticado, abertamente,
mas também não pode deixar de ser ortodoxo, devido aos fatos expostos acima. Face
ao exposto, os Bancos Centrais pelo mundo são ortodoxos, devido ser esta a
explicação de combate à inflação mais aceita.
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