FINTECHS E CRIME ORGANIZADO

 

29-05-2026


A economia formal é aquela legalizada. A economia informal, não. Nesta se tem aquelas atividades que se mantem à margem do aparelho produtivo, marginalizadas, além daquelas que são marginais.

As Fintechs são empresas que usam tecnologia par oferecer serviços financeiros de forma mais rápida, barata e digital. O nome vem da junção das palavras inglesas financial (financeiro) e technology (tecnologia). Exemplos de áreas em que as fintechs atuam são como bancos digitais, pagamentos e cartões, empréstimos, investimentos, seguros, câmbio e criptomoedas. No Brasil se tem os exemplos mais conhecidos a Nubank, PicPay, C 6 Bank e Stone. As fintechs cresceram porque tem menos burocracia, aplicativos simples, atendimento digital, taxas menores em muitos casos, acesso rápido e crédito para investimentos.

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, referiu-se ontem a que uma operação organizada pela Receita Federal e outros órgãos públicos identificaram seis Fintechs ligadas às organizações criminosas, que, juntas, movimentaram R$26 bilhões, em quatro anos. Ele declarou que o governo continuará asfixiando o crime organizado, financeiramente, buscando identificar engrenagens que abastecem as organizações. Em curso, desde ano passado, encontra-se a operação Carbono Oculto da Polícia Federal, acerca de investigações sobre os combustíveis e redes de postos de gasolina, presumindo-se que muitos são de “lavagens de dinheiro”. Um desdobramento da referida operação é outra operação, a Fluxo Oculto, que investiga o esquema de adulteração de combustíveis com nafta e fundos de ocultação patrimonial. O dinheiro “lavado” encontra nas Fintechs altas remunerações. Dinheiro se multiplicando, haja vista que os juros são compostos, além de se safarem da malha tributária.

O governo norte-americano tem um departamento de combate ao narcotráfico em todo o mundo (DEA, sigla em inglês, que procura atingir seu mercado interno, vendendo e traficando drogas. Não sem motivo, os EUA têm classificado como organizações terroristas os carteis de drogas. Destruindo-os, em sua maior parte. Interviram e derrubaram o governo na Venezuela, controlando-a, tendo como desculpa de que ela dava abrigo aos traficantes. No caso brasileiro, vem ameaçando considerar o crime organizado aqui e na América Latina também como organização terrorista. A situação política é contra a intromissão política, dizendo que ‘fere’ a soberania nacional. A oposição é a favor. O próprio Flávio Bolsonaro foi aos EUA conversar com o presidente Trump e assessores sobre o assunto.

O acima escrito fora até ontem. Mas, a Folha de São Paulo de hoje, em sumário na internet, assim se refere: “EUA determinam que CV e PCC são organizações terroristas após visita de Flavio a Trump. Decisão foi divulgada pelo Departamento do Estado e ignora tentativa do Brasil de barrar rotulação. Veja quais grupos estão na lista de terroristas, que tem Hamas e Al Qaeda. Flávio Bolsonaro comemora decisão: ‘Grande dia’. Medida dos EUA está errada, dizem entidades de segurança pública”

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