ÚLTIMO DIA ÚTIL DO MÊS
30-05-2026
Aqui o que se propõe é a análise conjuntural
da economia brasileira. O último dia útil do mês foi ontem, 29. Entre os investimentos
o mais impressionante foi a perda de 5,2% da bolsa de valores em maio. Não
houve nenhum movimento brusco. É que a bolsa de valores tinha dado pulos nestes
cinco meses, quatro para cima e um para baixo. A bolsa de valores não tem
movimentos lógicos. Ademais, está cheia de especuladores. A recomendação é
investir com todo cuidado, quando for o caso.
A agência de notícias Reuters, uma
das mais antigas do mundo, explicou que a queda brusca se deveu a uma
combinação de dados difícil de ignorar. A inflação mundial, nos Estados Unidos
e a brasileira, em ambos, acima do teto da meta, levando aos bancos centrais não
encontrarem espaços para cortar juros, por este motivo mesmo. Entretanto,
insuficiente é a explicação. Na verdade, errada. O que houve foi realização de
lucros. Tinha havido muita entrada de capitais na bolsa de valores,
notadamente, estrangeiro. Estes fazem sempre aqueles movimentos de entrar, para
ganhar da forma mais rápida possível, além de, na saída, perder parte pequena
dos ganhos de maneira também mais rápida.
A guerra continua, mediante aspirações
de um dia acabar. As tensões também continuaram. Os preços do barril do
petróleo na faixa de US$100.00, muito alta, tendo sido elevada na faixa de 20%
a 30% em três meses. São notícias que influenciam quase todos os preços de
mercado e joga um banho de água fria nas tendências de maior crescimento
econômico.
Em resumo, o que os analistas de
mercado chamam de efeito repasse dos preços do barril do petróleo não se dá, imediatamente,
mas dentre, por hipótese, também, de três meses. As expectativas ainda não são
boas. No caso brasileiro, em que o PIB trimestral veio de bom tamanho, não convêm
comemorar, visto que a economia brasileira vem em baixa evolução como um todo, além
do que no primeiro trimestre geralmente ele vem com efeito das grandes safras
colhidas, bem como o espaço aberto para as exportações da Petrobras. Há a
dúvida se elas continuarão e se as safras se demorarão de esgotar. As incógnitas
continuam no modelo econômico.
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