ATA CONFUSA DO COPOM
22-06-2026
O Comitê de Política Monetária do
Banco Central, uma semana depois divulgou a ata da sua reunião, que baixou em
0,25% a taxa básica de juros, a SELIC. O mercado financeiro a recebeu como se
fosse uma confusão na extensa ata. Se havia uma série de sinais preocupantes,
tais como um provável reaquecimento da economia, devido aos dados de incremento
do PIB, de 1,1% no primeiro trimestre, desemprego baixo, piora na expectativa da
inflação e altas nos preços dos alimentos, como explicar a queda da taxa SELIC?
Ou, que continuaria com o ciclo de corte de juros. Ora, se a inflação tema de
ir para cima, a economia está aquecida, deve-se pela teoria ortodoxa da
inflação, parar com o ciclo de cortes ou até mesmo elevar a taxa básica. Foi
isso que o Banco Central Europeu fez e até prometeu analisar uma tendência de
elevar a sua taxa básica. De maneira semelhante entendeu o Federal Reserve a
situação, perante um clima ainda tenso de guerras no mundo, Israel bombardeando
o Hezbollah e a Rússia e Ucrania se digladiando, nada está garantindo que a
inflação mundial venha a cair, muito embora, o preço do barril de petróleo do
tipo Brent tenha recuado para cerca de US$80.00. Mas, tal recuo não garante
estabilidade e sim volatilidade. No caso brasileiro, a este nível de preço do
barril de petróleo o governo federal declarou, através do secretário de
política econômica do ministério da Fazenda, que irá retirar os subsídios nos
preços dos combustíveis. Daí, mais ondas inflacionárias.
As forças produtivas reclamam do
governo por muito menores taxas de juros. O presidente da República indicou o
atual presidente do Banco Central, orientando neste sentido. No entanto, o
governo federal faminto por gastos, cada vez mais se enrola em manter elevados déficits
fiscais, turbinados pelas elevações da dívida pública como taxas referenciais
sobre o PIB.
No resumo da ópera, o governo
federal continua praticando erros de aumentar gastos e produzir déficits
primários, quando deveria era mesmo aumentar os investimentos produtivos e
incentivar a iniciativa privada, visto que reduzir juros tem seus limites na
política monetária.
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