CHOQUE INFLACIONÁRIO

 

13-06-2026


A teoria econômica comprova que, quanto maior o hiato inflacionário em relação ao PIB, maiores serão as dificuldades para o crescimento econômico.

O economista Marcello Estevão do Instituto de Finanças Internacionais, em entrevista à rede de comunicações da CNN, analisando a inflação dos EUA de 4,2%, em doze meses, bem alta para os padrões de país desenvolvido, adiantou que ela está gerando efeitos de um choque para a inflação brasileira.

O maior efeito é vindo nos preços da energia, notadamente, no preço dos barris de petróleo, que se irradia na produção de alimentos, também, via uso de fertilizantes, dos quais o Brasil é grande importador.

Para ele, os efeitos do tarifaço do ano passado já se diluíram, ficando para trás. No entanto, se forem impostas novas tarifas, como estão sendo ameaçadas pelos EUA, os efeitos irão se prolongar.

O que também preocupa é de que o Federal Reserve poderá aumentar as taxas básicas de juros, influenciando também o Banco Central brasileiro para o combate ortodoxo da inflação, bem como ambos estão decidindo as taxas em referência na próxima semana da reunião dos seus comitês de política monetária.

Desde que os economistas descobriram que os meios de pagamento são causais e não efeitos, que as políticas monetárias são as rainhas do xadrez.

 

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