EXPECTATIVAS DA SEMANA
09-06-2026
Toda semana, desde o ano 2.000,
que o Banco Central (BC), entrevistando cerca de 100 economistas ligados às
grandes instituições financeiras do País, calcula principalmente as medianas
para a inflação, taxa básica de juros, PIB e cotação do dólar comercial. Com
eles acredita o BC que pode medir a temperatura do País.
Nesta semana, mais uma vez, pela
13ª semana seguida, há estimativa de alta inflacionária, agora se esperando
5,11% do Índice de Preços ao Consumidor no Atacado (IPCA), que mede a inflação
oficial. A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, mediante viés
de alta de 1,5%, no total de 4,5%. A esperança de mercado revelada pela sua
mediana é de ultrapassar o teto da meta em 0,6%. Mais um ano que a inflação
foge ao controle, frustrando expectativas de que convirja ao centro da meta,
ou, pelo menos, que fique dentro da margem de tolerância.
Quanto à taxa básica de juros, a
SELIC, os economistas elevaram em 0,25% a taxa esperada de final de ano, de
13,50%. Para 2027, a SELIC estimada é de 11,5% e para 2028 é de 10%. Quer
dizer, a taxa no longo prazo, a SELIC projetada ficaria em dois dígitos. Isto
inibe os investimentos e a taxa de crescimento econômico seria baixa. Claro,
não é uma boa notícia de política econômica.
No que se refere ao PIB a
perspectiva é de que continue abaixo de 2%, como vem sendo projetado há várias
semanas. Neste ano, 1,91% de incremento do PIB; 1,70% para 2027 e 2,0% para
2028. Um voo de galinha manifestado.
Quanto à cotação do dólar
comercial no final do ano a projeção é de R$5,15. Para 2027, o fechamento
estimado é de R$5,20. Para 2028, é de R$5,30.
Também não é bom diagnóstico o
que constatou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristlina
Georgieva, que disse que os fundamentos econômicos dos países-membros não têm
sido bons, para resistir aos choques extemporâneos. Reclamou da falta de
reformas econômicas para que as economias globais sejam resilientes o
suficiente para suportar crises ocasionais, mesmo aquelas que ocorrem agora
devido as duas guerras localizadas, em curso.
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