FRÁGIL CESSAR-FOGO

 

27-06-2026


Depois do Irã assinar com os EUA o memorando para um provável fim da guerra, vários episódios em série vêm acontecendo. Em primeiro lugar, Israel não assinou o referido memorando e não parou de bombardear o sul do Libano, onde se encontra o seu inimigo Hezbollah, que é aliado do Irã. Depois do Irã liberar o estreito de Ormuz, eis que o Irã resolveu bombardear um navio petroleiro naquela área. Os EUA bombardearam vários alvos no Irã ontem de noite.

Em paralelo, uma multinacional, apoiada pela Marinha dos EUA está desenvolvendo uma rota em Omã próxima ao estreito de Ormuz, para permitir o tráfego nos dois sentidos, uma decisão que voltou a gerar tensões com o Irã.  

A quinta frota da marinha americana está baseada no Bahrein, que é inimigo do Irã. Este enviou drones de bombardeio para atingir as instalações militares do EUA de lá, o que tensiona mais ainda as relações multilaterais.

Os EUA mantem várias bases no Oriente Médio, reitera presença e reforça bases. O Irã declarou que a presença militar dos EUA gera a insegurança e a divisão entre os povos de lá. Continua frágil o cessar-fogo.

No Brasil, os preços dos alimentos retroalimentam o processo inflacionário. Em destaque de elevadas altas estão os diferentes tipos de carne exportada.

O governo federal gastador continua gerando déficits primários, o que é inflacionário, recorrendo ao mercado de dinheiro para rolar a dívida pública. A esse respeito, o Instituto Fiscal Independente, em seu Relatório de Acompanhamento Fiscal, divulgado ontem, projetou que a dívida pública sobre o PIB poderá chegar a 115% do PIB, em 2036. Quer dizer, coeteris paribus, o modelo aqui implantado.

 

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