MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL E TERCEIRO MAIOR PRODUTOR

 

11-06-2026


Um dos debates clássicos da teoria econômica se evidencia na atividade econômica absoluta ou relativa, principalmente do agro. A indústria ainda não tinha a relevância da sua contemporaneidade. Adam Smith defendia a vantagem absoluta. Um país deve produzir aquilo que consegue ser mais eficiente, o que seria a vantagem absoluta. David Ricardo defendia a vantagem comparativa. No comércio internacional é vantajoso se cada país se especializar naquilo em que sua superioridade relativa é maior. Ambos os economistas clássicos estão certo.

Nos 20 anos da Bahia Farm Show o vice-presidente da República afirmou que o Basil é o maior exportador mundial de grãos e de alimentos, além de terceiro maior produtor dos ramos alimentares em evidência. Declarou ainda que no ano passado o agro brasileiro exportou US$169 bilhões.

Foram anunciadas medidas de fortalecimento do agro e da logística correspondente. Embora Alckmin se referiu a que se poderia praticar a taxa de juros de 9% ao ano para o grande produtor, em ramos específicos, no geral, eles aguardam juros por volta de 12% ao ano. A taxa real de juros, eu a taxa nominal dividida pela taxa inflacionária, por exemplo, 5%, fornece ganhos reais para os bancos de 6,67%, faça chuva ou faça sol. Não sem motivo todo ano tem proposta no Congresso de anistia, parcial o total, para os grandes produtores.

A feira agropecuária em referência, em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, contou com mais de 500 expositores, traduzindo-se a feira em vitrine para inovação tecnológica e competitividade do agronegócio. A participação da agropecuária só tende a crescer. Relembre-se que o PIB do primeiro trimestre teve a agropecuária crescendo 2%; a indústria, 1% e os serviços 0,5%.

Conforme o IBGE, a composição do PIB em 2025 foi 6,1% para a agropecuária (sem a agroindústria); 20,5% para a indústria (segundo o IBGE, a agroindústria teria 35% do valor da transformação industrial); serviços, 59,8%; impostos sobre produtos líquidos de subsídios de 13,6%.   

Ontem o Senado aprovou puas-bomba no valor estimado de gastos do governo de R$215 bilhões. Destes o socorro par o agro é estimado em R$140 bilhões. Este alega prejuízos com fenômenos climáticos, que levara às perdas parciais de safras, pelo excesso de chuvas ou pelas secas. O governo federal entra em desespero e ameaça vetar ou recorrer ao STF, alegando que fere à lei de responsabilidade fiscal. Segue o barco.

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