PERSPECTIVA DA ECONOMIA GLOBAL
05-06-2026
Perspectiva da Economia Global é
o nome do relatório periódico da agência internacional de risco Fitch, uma das
três que conferem o grau de investimento para um país. As outras duas são Standard
& Poor’s e Moody’s. Elas são baseadas em Nova York, centro financeiro
mundial. No atual relatório a Fitch está prevendo que a economia nacional
cresça 2,1%, devido ao forte incremento do PIB do primeiro trimestre, conforme divulgado
pelo IBGE. Porém, poderá desacelerar para 1,7%, em 2027, devido à debilidade da
política fiscal. Entenda-se por fraco impulso fiscal, a estrutura da política
fiscal, que não só envolve a arrecadação, mas, também os gastos públicos,
estes, que têm repetido sucessivos déficit primários, inibindo os investimentos
públicos e elevando a dívida pública. Entretanto, a referida agência, após a
desaceleração vindoura, a economia poderá se recuperar um pouco e crescer em
2028 cerca de 2%. Isto é bom? Claro que não. O voo é baixo e o País necessita
crescer mais, visto que está atrasado no concerto das nações, tendo o seu PIB caído
no ano passado para o 11º do mundo. Outrora, a atividade econômica brasileira
chegou a 6º PIB global. Mas, outros países emergentes passaram na sua frente e
tem motor de crescimento mais calibrado.
No relatório anterior, a projeção
era de incremento do PIB de 1,9% neste ano e de 1,8% no próximo. Sem dúvida,
tais projeções, estas e as de acima, estão bem abaixo das estimativas de crescimento
do Fundo Monetário Internacional, as quais estão até maiores e por volta de 3%
ao ano, puxados pelo crescimento da Índia e da China.
A certificadora considerou que o
crescimento do nível de emprego formal, que já se aproximou do seu limite e
voltou levemente a crescer o desemprego, vem sustentando o crescimento do
consumo, que tem puxado o PIB, secularmente. Além doais foi aprovado para vigorar
neste ano a isenção do imposto de renda, para quem ganha até R$5.000,00, além
de aumento de benefícios tais como o auxílio gás, ambos impulsionando o
consumo. Entretanto, a elevação de gastos em ano eleitoral cessará para o
próximo ano e a economia continuará em voo de galinha.
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