PERSPECTIVA DE CONTINUIDADE DE ELEVADÍSSIMA SELIC
10-06-2026
Saiu na frente o Bank of America
(BofA), tradicional banco baseado em Nova York, afirmando que a reunião deste
mês elevaria a taxa básica de juros, a SELIC, apenas em 0,25% (neste semestre
houve somente dois cortes de 0,25%, cada), fechando o ano em 14,25% e indo
nesta taxa até meados de 2027, conforme o BofA. Na verdade, devido aos efeitos
das guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, aquelas que elevaram a
patamares bem altos os preços dos barris do petróleo e as taxas inflacionárias
pelo planeta, além de deprimir as perspectivas de crescimento global. Assim, tem
razão a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional em afirmar que os
fundamentos das economias globais são frágeis, para defesa de guerras que
acontecem e as suas repercussões nos níveis gerais de preços.
Ademais, o citado banco também
elevou a sua expectativa da SELIC no final de 2027, de 12,50% para 13,25%.
Dessa maneira, a política econômica continuará apertada por longo tempo à
frente.
Existem riscos adicionais,
segundo o BofA, qual seja a esperada escalada do El Ñino e mudanças aguardadas
no regime de trabalho, mediante fim da escala 6x1. Serão mais pressões nos
custos e maior inflação. Tais referências apontam ainda para mais inflação no
futuro. Logo, maior hiato com o PIB, menor crescimento.
O que o mercado está se
debruçando também é sobre o sinal da última reunião do Comitê de Política
Monetária do Banco Central, que recomendou cautela na continuidade do ciclo de
baixa da taxa SELIC.
O avanço do PIB no primeiro
trimestre, recentemente, divulgado pelo IBGE, não convence o BofA, que está vendo
o País tendo baixo voo.
No caso da economia brasileira
existe uma grande preocupação, por encontrar-se no Congresso a possibilidade de
o presidente do Senado colocar em votação as pauta-bomba, que se traduziriam em
elevações de gastos de R$270 bilhões, conforme cálculos do próprio governo.
São elas: a renegociação de
dívidas rurais (todo ano tem, desde muito antigamente), aposentadoria integral
para agentes comunitários da Saúde (só este projeto tem o custo estimado de
R$100 bilhões), piso salarial dos médicos, fim da escala de trabalho 6 x1,
substituída por escala 5 x 2 (este projeto também elevaria custos dos
governos).
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