RANKING MUNDIAL DE COMPETIVIDADE
21-06-2026
O País caiu sete posições no
ranking mundial de competitividade, colocando-se em 65º lugar, conforme o World
Competitivenese Ranking, sediado em Lausanne, na Suíça. O organismo divulga o
Índice Mundial de Competitividade, que avalia dezenas de países, com base em
mais de trezentos indicadores, agrupados em quatro áreas, a saber: desempenho
econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. O
Brasil costuma aparecer em posições baixas, quando comparado às economias
desenvolvidas, destacando-se positivamente pelo tamanho do mercado interno e
pelos recursos naturais, porém, sendo prejudicado por problemas na infraestrutura,
educação, burocracia e ambiente regulatório.
O desempenho acompanha, por
exemplo, o que a Fundação Getúlio Vargas observou no primeiro trimestre, quando,
a despeito de ter crescido com boa taxa trimestral, a produtividade, ou seja, o
incremento da produção em termos de horas trabalhadas caiu 0,5%. O crescimento
do PIB brasileiro não tem sido acompanhado por incremento de produtividade.
Segundo Gilvan Bueno, colunista da CNN Money, a expansão da economia brasileira
depende, em grande parte das commodities e de estímulos pontuais, tais como
programas de transferência de renda, liberação do FGTS e incentivos fiscais.
Quer dizer muito mais gastos do que investimentos.
A estrutura da economia
brasileira explica o cenário atual, quando atualmente cerca de 70% do PIB está
concentrado no setor de serviços, entre 20% a 25% pelo setor agropecuário e apenas
5% pela indústria, segundo ele.
O economista, com base em dados
do IBGE informou que apenas 5% dos brasileiros recebem acima de cinco salários
mínimos, enquanto a maioria enfrenta problemas de dificuldades financeiras e
elevado grau de endividamento. A baixa produtividade brasileira se deve a
problemas estruturais, tais como educação, tributação, acesso ao crédito e
ambiente dos negócios.
Para reverter o cenário, o País
precisa investir mais, na produção e não em gastos ditos sociais, melhorar a
qualidade dos investimentos em educação e reduzir as barreiras do
empreendedorismo, como a burocracia, além da dificuldade de obtenção de
recursos, impulsionar novas cadeias produtivas e reter no País capital humano,
que sai do Brasil por ter fora melhores oportunidades.
Na verdade, desde o que foi dito
por Celso Furtado, há quase 70 anos, no título do seu livro “Um Projeto para o
Brasil”, na verdade mesmo, o País necessita de um planejamento estratégico, que
é de longo prazo.
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