REPRESÁLIAS NAS TROCAS MUNDIAIS
03-06-2026
Em 01 de junho de 2026, o
Departamento de Comércio dos Estados Unidos concluiu estudos, mediante bases
nas leis americanas, diferentemente, quando, no início do ano passado, Trump
estabeleceu tarifas adicionais, indistintamente e sem base técnica, tarifas estas,
somando 50% sobre as importações brasileiras. Perdeu na justiça de lá e tem de
repor as adicionais referidas. Agora, com base na lei de comércio de 1974,
seção 301, os EUA propõem fixos 25% de tarifas adicionais sobre toda as
importações brasileiras. O prazo para medidas definitas vai até 15 de julho de
2026. Claro, citado prazo é o chamamento para negociações.
Na prática, ao encarecer as
importações brasileiras para a sua economia doméstica, os EUA pretendem comprar
de fornecedor mais barato e recriar ou expandir a sua indústria interna que
tinha perdido, com as indústrias brasileiras.
Na esteira de represálias, o
sistema financeiro dos EUA se julga prejudicado com o uso do PIX, que é
gratuito para pessoa física e cobra as menores taxas para pessoas jurídicas, do
que a dos cartões de crédito e de débito, principalmente, das bandeiras VISA,
Mastercard, Apple Pay, Google Pay, dentre outras. Já há um cálculo deles de que
o prejuízo acumulado dos cartões, pelo uso do Pix é de R$12 bilhões. Número até
modesto pelo estudo deles.
Na verdade, os EUA, neste segundo
mandato de Donald Trump, iniciado em 20 de janeiro de 2025, rompeu com o
sistema econômico competitivo, pelo qual os EUA sempre estimularam. Trump
declara abertamente que quer recolocar os EUA em posição melhor ainda no
concerto das nações. Fazer os americanos mais ricos e para isto tem feito
retaliações e negociações. O Império ataca e contra-ataca.
O momento é de tensão entre Brasil
e EUA, visto que os EUA querem colocar mesmo o PCC e o CV como organizações
terroristas estrangeiras, mesmo com a opinião contrária do governo de Lula. Aí,
claramente, o receio brasileiro de os EUA usarem a CIA e seus militares para
uma possível inserção no Brasil, à semelhança do que foi feito na Venezuela No
momento, a hipótese é muito remota, dado que a diplomacia dois países têm sido
bem atuantes.
A novidade é que o mercado
financeiro acredita agora que o Banco Central poderá encerrar o ciclo de baixa,
na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, daqui a duas semanas, com
uma diminuta redução de 0,25%, que levaria a SELIC ao patamar de 14,25% (um
ponto a mais do que revela a mediana dos entrevistados da semana passada,
constante do boletim Focus), diante da piora da conjuntura, em razão da
continuidade da guerra no Oriente Médio.
“La Nave và” e o registro aqui
diário tem sido de uma página para debate em sala de aula. “Segue o barco”.
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