RESILIÊNCIA FALADA DA ECONOMIA BRASILEIRA
02-06-2026
Muitos tem falado sobre a
resiliência da economia brasileira. Como a missão anual do Fundo Monetário
Internacional, que, na semana passada, ela deixou claro que há “notável
resiliência” do País. O que significa isto? Que o Brasil tem resistido a múltiplos
choques internos e externos. O principal choque doméstico se deve às
elevadíssimas taxas de juros, que inibem os investimentos privados. O principal
choque externo se deve às elevadas pressões inflacionárias, advindas
principalmente pelas elevações dos preços dos barris de petróleo, pelo qual o
País é grande produtor, grande exportador e grande importador. Resiliência é
flexibilidade para resistir aos choques. Contudo, o País continua com um voo
baixo do nível do PIB, menor de que 2,0%, no primeiro trimestre apurado pelo
IBGE. A mediana do mercado financeiro para incremento do PIB é de 1,9%. Mas, o
FMI exagera e prevê 2,5% para este ano. Ora, o que tem puxado a economia é a
agropecuária, que cresceu 2,0%, quando se esperava mais devido ser o trimestre
da safra deste exercício. A indústria cresceu 1,0% e os serviços 0,5%.
O Relatório de Mercado Focus,
divulgado nesta semana, a ponta para piora da inflação em 2026 pela 12ª semana
seguida, afastando-se cada vez mais do centro da meta de 3,0% e do seu teto de
4,50%. A mediana do relatório se ampliou de 5,04% para 5,09%. O movimento
reflete a incerteza da escalada da guerra no Oriente Médio. O IPCA para 2027
também subiu, indo para 4,02%. Para 2028 se elevou para 3,66%. Para 2029 a
estimativa foi para 3,5% pela 39ª vez seguida.
A previsão para a SELIC de 2026
se segura em 13,25%. Pela terceira semana consecutiva, a SELIC de 2027 ficou em
11,25%.
A cotação para o dólar no final
de 2026 é de R$5,16. Para o fim de 2028 seguiu em R$5,30.
Em razão de voltarem os ataques
entre as partes na guerra do Oriente Médio os preços do barril de petróleo voltaram
a disparar. Portanto, os cenários continuam muito incertos e as volatilidades
dos preços continuam e com tendências de alta.
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