VOO DE GALINHA
04-04-2026
A teoria econômica do ciclo
econômico contempla que, partido de um ponto, em direção ao infinito, há momentos,
prolongados ou não, de crescimento, decremento e recessão. O que um país
realiza de política econômica acertada é procurar estar “sempre” em
crescimento. Um exemplo é a China, que desde 1979 vem mantendo ritmos de
elevadas taxas de crescimento. Porém, na última década saiu de dois dígitos
para a faixa de um dígito. Mesmo assim, acima de 5% ao ano. Isto é o que se
chama de voo de águia. Isto que a retirou da quadragésima posição para segundo
PIB mundial. Isto é o sonho de todo país.
Ontem, em reunião ministerial, o
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, referiu-se a que o governo atual não está
fazendo voo de galinha, conforme críticas de oposicionistas. Na verdade, ele se
reporta ao crescimento de 1,1% do primeiro trimestre, recentemente divulgado pelo
IBGE, bem como perante os reflexos da guerra no Oriente Médio estarem atingido
pouco, pelo terceiro choque do petróleo, visto que a Petrobras está reagindo
muito bem.
Citado ministro afirma que a
economia brasileira vem se mantendo com resiliência suficiente para prosseguir
em bom nível de crescimento. Porém, não é o que afirmam os analistas financeiros,
consultados semanalmente pelo Banco Central, que afirmam há muitas semanas que
o crescimento da economia brasileira será inferior a 2% neste nos próximos
anos.
Em resumo, o País vem operando
com déficit primário há muitos anos e não saiu e não tem perspectiva de sair
nos próximos anos, o que impossibilita o governo federal de fazer mais
investimentos em infraestrutura. Por outro lado, as taxas de juros praticadas,
bem acima de dois dígitos, influenciam negativamente os investidores e não tem
perspetivas de cair nos próximos anos.
Crescer abaixo de 2% não é bom,
visto que o País tem que rompera armadilha da baixa renda que tem sua população.
O Brasil precisa crescer mais, até porque está perdendo o bônus demográfico e a
sua população envelhece, no caminho de ter mais inativo do que ativos nas
próximas décadas.
Se não é voo de galinha o que
indica o bom senso?
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