AINDA O PROTECIONISMO
25-07-2026
A doutrina econômica do
protecionismo durou muito tempo, desde, pelo menos, o início do capitalismo. Reacendida,
desde 2025, no segundo mandato de Donald Trump. O que prega o protecionismo?
Justamente, protecionismo do mercado doméstico, da concorrência, do emprego, da
renda e do crescimento econômico. Depois da segunda guerra mundial, os EUA
passaram a pregar o comércio concorrencial, mais livre possível. Criou, com a
maioria dos países do globo, o Acordo Geral de Comércio e Tarifas (em inglês, GATT),
substituída pela Organização Mundial do Comércio (OMC), baseada em Genebra,
Suíça. Esta seria o árbitro internacional, mas agora esvaziada pela doutrina revivida
por Trump.
No Brasil, o Ministro do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que
alguns segmentos produtivos, tais como do ramo madeireiro, de calçados, de máquinas,
equipamentos, peças, componentes e de químicos não farmacêuticos, dentre
outros, terão, cumulativamente, as duas tarifas anunciadas pelos EUA, de 25%,
pela troca desigual, mais 12,5%, por trabalho forçado, disfarçado de escravo,
segundo eles. Citado ministro refuta os argumentos. Porém, os EUA insistem na
existência da troca desigual e de emprego próximo do trabalho escravo. Outras
autoridades têm diminuído os efeitos das tarifas para o Brasil, em busca de
ampliação de mercados já existentes ou conquistar novos. Outras querem a
imposição da lei da reciprocidade e a indústria pede que não seja feita, para
não perder receitas. Assim, declara-se muito importante as negociações e
manutenção das vendas de forte valor agregado.
Recentemente, a Build Your Dreams
(mais conhecida somente por BYD), implantando-se em Camaçari, Bahia, foi
denunciada pelo Ministério Público de usar também o trabalho forçado semelhante
ao escravo, o que parece foi corrigido. As empresas chinesas já foram denunciadas
neste aspecto, desde, pelo menos, a construção do canal do Panamá. Na verdade,
o mundo desenvolvido legou à Organização das Nações Unidas, departamentos como
a Organização Internacional do Trabalho e a Organização Mundial da Saúde, que
informam onde isto ocorre no globo, notadamente, nos países pobres e em outros
em desenvolvimento. Os EUA querem coibir isto, visto que o custo da mão de obra
fica muito barato, quando existe, sendo fator de concorrência desleal. Quando
um país do grupo dos não ricos não usam isto, podem estar praticando dumping: preço
abaixo do custo real do produto, destruindo ou deslocando a produção doméstica.
Enfim, os custos dos produtos
estão mais caros, seja pela imposição de tarifas adicionais, seja pelos
aumentos dos preços dos barris do petróleo, cuja guerra segue sem data para
acabar. Os EUA ameaçaram atacar as usinas nucleares do Irã. O petróleo dispara
10% na semana. O Irã ameaça e ataca países aliados dos EUA, onde tem bases
militares americanas e declara não querer conversar e está fora do cessar fogo
com os EUA e aliados.
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