BARRIS DO PETRÓLEO REDIRECIONANDO-SE AOS ALTOS PREÇOS
12-07-2026
Pensava-se que o cessar fogo iria
acontecer na guerra do Oriente Médio. As escaramuças tinham se reduzido bastante.
As mercadorias recomeçaram a passar no estreito de Ormuz. Os preços dos barris
de petróleo recuaram ao nível quase de pré-guerra, por volta de 70 dólares. No
entanto, nos últimos três dias, os preços do barril de petróleo dispararam, em
direção aos 85 dólares, preço de quando começou a trégua de 90 dias. Isto,
depois de algumas semanas de trégua na guerra. Prevalecia o pensamento de que a
situação seria normalizada. Mas, não. Os EUA já bombardearam mais de 300 alvos
no Irã. O Irã enterrou seu líder de cerca de 30 anos, o supremo dirigente Ali Khamenei,
morto pelos EUA no seu primeiro dia de guerra, 28 de fevereiro deste ano. No
enterro uma ameaça de morte foi feita ao presidente Donald Trump. O Irã fechou
o estreito de Ormuz novamente.
As implicações mais imediatas
para o Brasil são sobre as previsões da taxa inflacionária e na taxa básica de
juros. O mercado financeiro estava sinalizando para uma inflação menor e uma
taxa SELIC caindo mais um pouco, do que o 0,25%, já sinalizado. No curto prazo,
o mercado financeiro incorpora um prêmio de risco pela elevação dos preços do
petróleo e os juros dos contratos futuros sobem.
Para a nova alta ser sentida no
bolso dos consumidores pelos preços dos combustíveis, ela em que ser mais
duradoura. Isto é seria necessário um comprometimento da oferta, da logística
de exportação e a infraestrutura petrolífera. No caso de os conflitos forem
duradouros os analistas financeiros dizem que o Brasil está preparado para o
enfrentamento. Não retirará os subsídios aos combustíveis e terá afetado o
crescimento do déficit primário.
No próximo dia 15 se conhecerá as
novas tarifas de importação, anunciadas pelos EUA, que imporão aditivos as
exportações de inúmeros produtos brasileiros. Reduções nas exportações afetam a
dinâmica do PIB, prejudicando exportadores.
Comentários
Postar um comentário