EM BUSCA DE MAIOR COMPETITIVIDADE

 

15-07-2026


No sistema capitalista as empresas estão sempre em busca de maior competitividade. A ideia de que grandes empresas estão saindo do Brasil está sendo exagerada, mas é verdade que estão saindo em alguns casos. Ou seja, aquelas empresas intensivas no uso de mão de obra, tem transferido parte de sua produção para países vizinhos, principalmente, para o Paraguai, enquanto mantem operações comerciais no Basil. Além das grandes corporações, como Lupo, Buddemyer, Guararapes, Ford, fabricantes de autopeças, confecções, calçados e de móveis de médio porte, além de muitos segmentos menos conhecidos do grande público. Ademais, centenas de pequenas e médias empresas brasileiras instalaram fábricas em cidades paraguaias, como Ciudad del Este, Hernandarias e Salto del Guairá. O que está ocorrendo é uma redistribuição da produção de determinadas etapas da fabricação, que são levadas para países com custos menores, enquanto vendas e parte da produção intermediária permanecem no Brasil, enquanto a produção final foi transferida para outros países. Em linguagem marxista isto seria a redistribuição interacional do trabalho.

Muitas empresas estão vindo para o País, principalmente aquelas que usam matérias primas incrustadas ou localizadas, de difícil remoção e que necessita de agregação, que tem que ser removidas nos locais, utilizando-se de máquinas com Inteligência Artificial, cujo exemplo mais forte seria aqueles em terras raras, usando máquinas inteligentes separando as terras raras das comuns, até então pouco utilizadas no Brasil ou que ainda estão sendo descobertas ou inexploradas.

Os principais motivos para as empresas saírem do Brasil são: carga tributária menor, a exemplo do Paraguai, onde o imposto de renda das empresas costuma ser de 10%, além do imposto sobre o valor agregado também de 10% e há regimes especiais de exportação; custo de obra mais baixo, energia elétrica barata, como graças à produção de Itaipu; menor burocracia; proximidade geográfica, o que facilita a logística especialmente para empresas do Sul, Sudeste e Centro Oeste; regime que permite importar insumos, produzir no Paraguai e exportar pagando tributos reduzidos, desde que a maior parte da produção seja destinada ao exterior.

Convém destacar que as maiores multinacionais instaladas no Brasil, como montadoras de automóveis, petroquímicas, siderúrgicas e empresas de mineração não estão abandonando o Brasil. O País continua sendo um mercado consumidor de cerca de 215 milhões de habitantes e um importante centro industrial da América Latina. Portanto, é preciso relativizar o “pânico” da saída e reforçar fatores que podem manter corporações no País, tais como uma eficiente política, principalmente fiscal, para ambos os lados, o do contribuinte e o da arrecadação.

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