OS EUA CONFIRMARAM TARIFAÇO À 21% DAS EXPORTAÇÕES

 

17-07-2026


A teoria do comércio internacional tem como doutrina o livre comércio. Quanto maior liberdade, mais todos procurarão pela concorrência conquistar mercados e todos ganharão, conforme o modelo da caixa de Edgeworth, gráfico da teoria microeconômica, que representa dois agentes econômicos (pessoas, empresas ou países), ou, conjunto deles, que podem trocar dois bens de forma mutuamente vantajosa. Ela é muito utilizada na teoria do equilíbrio geral e tem aplicações na teoria do comércio internacional. Isto seria a teoria do livre cambismo, defendida pela Organização Mundial do Comércio. Os EUA romperam com referida teoria, fazendo renascer o protecionismo dos países, quando da origem do capitalismo.

O Brasil importa mais do que exporta para os Estados Unidos, resultando em déficit comercial. Referido déficit ficará maior com a recomendação final do Representante Comercial da Casa Branca (USTR, sigla em inglês) do tarifaço sobre um gama extensa de produtos semimanufaturados e manufaturados brasileiros, envolvendo 21% das exportações para lá, o que foi feito há dois dias. Claro, isto irá afetar o tamanho do PIB, que crescerá menos do que poderia em tempos normais. Ademais, os EUA declararam que irá incluir outros produtos na extensa lista em referência. As negociações lá nos EUA, de acordo com a Seção 301 do Escritório Norte-americano não convenceram eles de que não estavam perdendo nas trocas com o Brasil. O fato é que empresas brasileiras não lograrão êxito em concorrer com outras empresas, m vista dos grandes percentuais que serão colocados, sendo o maior deles o de 25%. Com isso serão fortalecidas as empresas americanas concorrentes das espécies de bens constantes de lá.

A medida prevê exceções, como carne, café e suco de laranja, produtos importantes na pauta exportadora brasileira. A investigação comercial fora em cima principalmente do Pix e do etanol.

Ainda que o Brasil queira cobrar a reciprocidade, elevando tarifas (governo Lula diz que vi acionar Lei da Reciprocidade contra os EUA) , não será fácil, devido ao poder comercial americano. Além do mais, buscar novos mercados cairá na mesmice de dificuldades que todos estão procurando reverter.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda declarou que o efeito do tarifaço terá efeito reduzido no Brasil. Querem minimizar os efeitos.

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