PENSAMENTO ECONÔMICO IMEDIATO E DE CURTO PRAZO
11-07-2026
A doutrina econômica ensina que
se tem de fazer a política econômica de forma imediata, de curto, de médio e de
longo prazo. Exemplo de imediato: editar uma medida provisória que eleve a
alíquota de um tributo, que ingressa de forma instantânea no sistema econômico,
embora tenha que ser aprovado em curto prazo pelo Congresso Nacional. Política
econômica de curto prazo, por exemplo, a definição de uma taxa básica de juros
(a SELIC), pelo Banco Central independente, que pode demorar pouco ou longo tempo
e não precisa de autorização do Congresso. Política econômica de médio prazo, a
regulamentação de uma lei de certa complexidade, conforme tem sido a ser a
reforma tributária. Mas, esta é muito complicada e se arrasta desde a sua
aprovação em 2023. Política econômica de longo prazo, o planejamento
estratégico das grandes empresas. Este é comum. Do governo, isto é, temerário.
Existe de forma específica, parcial, mas, não de forma global, como ocorre na
China. Aqui já houve nos anos de 1970, porém, com regime autoritário.
Democrático, somente o Plano SALTE (1956-1950), de JK, que tinha como meta
central crescer “cinquenta anos em cinco”, que construiu neste prazo de cinco
anos, Brasília, dentre outras conquistas. As críticas a ele e aos planos dos anos
de 1970 foram de que os planos estratégicos são fortemente inflacionários. Por
que a China tem êxito? Lá, o sistema político e econômico é centralizado. O
Estado “segura” os preços e estimula os investimentos públicos e privados.
Desde ontem, o pensamento
imediato tomou conta dos analistas econômicos deste País, porque o IPCA, a
inflação oficial, veio muito baixa, ao contrário das previsões de mercado, quando
se esperava baixa? O que acontece no mudo real é diferente das previsões, claro,
mas não tão diferente. Então, as bolsas subiram muito, os analistas do mercado
financeiro sinalizaram que haverá corte de juros da SELIC na próxima reunião do
Banco Central, até memo, os mais otimistas. Isto porque estava em vigor a
trégua entre os EUA e o Irã, fazendo os preços dos barris do petróleo, que
chegou ao pico de 120 dólares e retornou para uma baixa próxima de 70 dólares,
ao ponto de se acreditar que seria a moda. Porém, a briga reacendeu porque os
EUA retornaram fortemente à guerra. O Irã, por sua vez, enterrou seu grande
líder, morto há vários dias, desde 28 de fevereiro passado, início do conflito,
aguardando enterro para dias piores, que reacendesse e turbinasse o ódio.
Entretanto, a última espera aconteceu e o Irã reitera discurso de ódio e de
vingança. O presidente dos EUA voltou a referir-se de que irá destruir o Irã,
outro discurso de ódio, embora ela “morda e assopra”, dizendo “aberto” às novas
negociações. Para ele, o seu livro é o apelo, chamado pela “Arte de
Negociação”, aqui já muitas vezes referidos. “Mostra a cobra, mas não mostra o
pau”.
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