SUBVENÇÃO AO DIESEL

 

10-07-2026


Muito embora o Brasil seja grande produtor e exportador de óleo bruto, em tese, autossuficiente da produção de petróleo e gerador de grande excedente exportável, a produção nacional de óleo diesel veio se ampliando e, em 2025, chegou a 70% do consumo doméstico, sendo cerca de 30% importados.

Historicamente, o País subsidiou e ainda subsidia o óleo diesel. Muitos governos fizeram isto, visto que o subsídio reduzia e ainda reduz os efeitos inflacionários, devido ao fato do amplo expecto da frota de caminhões, ônibus urbanos, rodoviários e escolares, utilitários leves a diesel, máquinas agrícolas, máquinas de construção e mineração, locomotivas, embarcações, automóveis e geradores de energia estacionários, usados em hospitais, indústrias, telecomunicações e outras instalações, embora não sejam veículos, também, consomem significativas quantidades de óleo diesel. Ainda hoje a produção nacional de óleo diesel é insuficiente, sendo suprida por importações.

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, teria dito na semana passada, que se o preço do barril do petróleo baixasse e se estabilizasse em torno de 75 dólares, o governo iria retirar os subsídios aos combustíveis, especialmente, do óleo diesel. Entretanto, nesta semana a guerra reiniciou com muitos ataques, atingindo mais de 170 alvos no Irã, inclusive, uma ponte, coisa que disse os EUA que não iria bombardear a infraestrutura. O Irã está praticamente fechando o estreito de Ormuz, declarando que bombardeará as bases aliadas dos americanos no Oriente Médio, com força nunca vista, recomeçou com as bases militares no Bahrein e no Kuwait. O ódio está cada vez mais forte e eles enfim enterraram o líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28-02-2026, prometendo vingança. Assim, vendo os preços dos barris do petróleo crescerem muito, o referido ministro declarou que o governo somente irá retirar os subsídios nas próximas semanas. Subsídios estes que já ultrapassam R$2,7 bilhões, em dois meses. Os subsídios ampliam o déficit primário, expande o processo inflacionário, juntamente, com os novos avanços dos preços das commodities.

Por muito tempo, os veículos e equipamentos estacionários eram movidos ao óleo diesel, que era o favorito e o mais preferido, cujo preço era mais baixo do que o da gasolina. Entretanto, desde o início da guerra continua ocorrendo o contrário. Entretanto, paulatinamente, o veículo a diesel está sendo bastante desvalorizado. Coisa inimaginável desde muitos anos atrás.

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