GUERRA PSICOLÓGICA, MILITAR E ECONÔMICA

 

22-08-2026


A guerra que os EUA vêm provocando no Oriente Médio há várias décadas tem uma frente psicológica, de não permitir o desenvolvimento de armas atômicas por parte principalmente do Irã. Os EUA vinham fazendo acordos e acertos, através de órgãos internacionais, mas o Irã vinha mantendo o desenvolvimento de referidas artefatos, sem ter conseguido ainda fazer a bomba atômica, o maior temor do império. Sem mais ter paciência, em 28 de fevereiro deste ano, a guerra também passou a ser militar, fazendo os EUA bombardeios, tendo um saldo de 750 norte-americanos feridos ou mortos, enquanto se calcula que já morreram mais de 10 mil iranianos.

Em seis meses praticamente de guerra, está havendo uma trégua, nestes dias. Mas, há três dias, o presidente Donald Trump, em sua rede Truth Social, publicou que “Esta será uma guerra econômica e um isolamento em escala sem precedentes.” Ora, ele já ameaçou acabar com a civilização Persa, uma das mais antigas do mundo. Ameaças dele tem sido feitas. O fato que esta guerra prometida pelos EUA seria de alguns meses, mas parece que deve ainda perdurar por bastante tempo.

No dia 20, o Secretário de Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o plano de Washington será o de aumentar a pressão sobre o Irã por meio de sanções e isolamento, que levará ao colapso econômico daquele país. São suas palavras: “Isso vai funcionar no Irã e fará com que o regime entre em colapso”.

Por seu turno, as autoridades iranianas declaram que aquele país tem autonomia para defesa e que tem feito manifestação de poder nacional e capacidade de dissuasão diante do que classificam como sanções injustas e do alinhamento hostil de “potências econômicas que matam crianças”. Por fim, a Guarda Revolucionária do Irã ameaça usar armas mais destrutivas se a guerra for retomada. No momento, existe uma trégua. Mas, a instabilidade permanece o estreito de Ormuz continua fechado e os preços do petróleo em elevação.

Enfim, o Irã promete resposta “esmagadora” e “devastadora” após os EUA ameaçarem impor novas sanções econômicas.

A respeito daqueles países que estão apoiando o Irã, mesmo, veladamente, o Estadão de hoje traz o seguinte título, agora extensivo ao mercado financeiro: “Brasil está no centro das ameaças: País entra no top 5 de fraudes e espionagem financeira”. O País passou a chamar a atenção não apenas a criminosos interessados em dinheiro, mas também de grupos ligados à espionagem e agora está do lado de quatro países: Estados Unidos, Austrália Canadá e Reino Unido. Parece que o recado é claro. As sanções econômicas em referência fazem ligações também das relações comerciais e financeiras globais.

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