O PROBLEMA DO ENSINO MÉDIO

 

07-06-2026


Divulgado o Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico de 2025, o IDEB. O indicador geral avançou em todas as etapas em comparação com o IDEB de 2023. Porém, ao examinar os detalhamentos regionais, existem manobras para elevar os indicadores. Como, por exemplo, a aprovação automática vigente na Bahia. AO Bahia tem pior IDEB do País nos anos finais do ensino fundamental. O Estado também registra a menor avaliação do Nordeste, no ensino médio, além de apresentar queda no desempenho entre 2023 e 2025 o Estado é aquele que mais recebeu benefícios do Programa Bolsa Família, na contramão, a rede municipal de Salvador avançou no índice do ensino médio. Em geral o IDEB avançou pouco e não bate meta, mesmo com “truque” das escolas estaduais para inflar índices.

O MEC divulgou os resultados do IDEB de 2025, em 5 de agosto de 2026, sendo as médias nacionais: ensino fundamental, nos iniciais, 1º ao 5º ano, 6,2; ensino fundamental, anos finais, 6º ao 9º ano, 5,3; ensino médio, 4,7.  

Mais uma vez é divulgado o Índice de Desenvolvimento do Ensino Médio e mais uma vez os resultados são frustrantes. Por sua vez, no ensino médio público o avanço no período em referência foi de 4,1 pera 4,3. A meta está bem distante, de 5,2, que deveria ser batida em 2021. Na verdade, para “passar de ano”, a nota teria que ser pelo menos 5,0. Chama a atenção que os Estados têm adotado metas mais flexíveis para aprovar os alunos, disfarçando o desempenho acadêmico insatisfatório dos adolescentes. No entanto, o mais importante é observar se o aluno está aprendendo, para ter ingresso na vida profissional ou na faculdade.  

Uma portaria de julho de 2025 trata do fato de que o aluno mesmo perdendo até seis matérias pode avançar para o terceiro ano, mesmo cursando o 1º e 2º.ano do ensino médio, fazendo as matérias como dependências. Isso é mediocridade. Mas, é exigida frequência mínima de 75% nas matérias das dependências.

Para um exame específico de cada Estado existem relatórios do MEC que podem ser disponibilizados. O fato é que a educação do ensino fundamental e, pior ainda, do ensino médio, evoluem bem devagar e tem componentes disfarçados que forçam a aprovação dos alunos.

O ensino fundamental é fraco e o ensino médio é deficiente. Como se pode capacitar o capital humano, em etapas elevadas de alta tecnologia e de avanços na inteligência artificial?

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