PERDA ESTIMADA DE INVESTIMENTOS PELO RISCO FSCAL

 

29-08-2026


Até o final do século passado o Basil tinha grave risco fiscal, ao ponto de ter feito várias moratórias. A partir do Plano Real, de 1994, que estabilizou a moeda, chamada de Real, que trouxe consigo o sigma de estabilidade econômica, em geral. A partir de 1998, o País começou a ter superávit primário, por 16 anos seguidos. Após o descontrole dos gastos públicos do governo de Dilma Rousseff (de 2011 a 2016), a partir de 2014, o País ingressou em uma das maiores recessões da sua história, por 11 trimestres consecutivos, depois da recuperação, veio enfrentando uma onda de baixo crescimento até hoje, sem contar que os déficits primários continuaram, persistentemente, sendo este exatamente o grande risco fiscal, recorrente, o qual impulsiona o crescimento do estoque da dívida pública, hoje próximo de 90% do PIB, acendendo a luz para os credores de que está havendo aperto financeiro e se corre o risco de calote, tal como aconteceu várias vezes nos séculos anteriores. Porém, naquela época, já distante, mais de 90% do PIB era de dívida externa e hoje ela se aproxima de 5% do PIB. Risco fiscal externo praticamente desapareceu. Porém, permaneceu o enorme risco fiscal interno. No entanto, o governo federal vem conseguindo rolar o estoque referido com acordo com os bancos. Estes recebem as maiores taxas de juros do planeta, por compra da dívida pública e continuam sendo as empresas mais lucrativas do País.

A teoria de análise de projetos recomenda que a capacidade de pagamento não comprometa mais de 60% do PIB porque o risco fiscal fica muito elevado. Por citado motivo, as preocupações internacionais, além das domésticas, também, voltaram.

Dessa maneira, Walter Maciel, CEO da A Z Quest, publicado ontem, pelo Estadão, uma onda de até US$1 trilhão em investimentos, impulsionada pela Inteligência Artificial, pode chegar ao Brasil, mas corre o risco de perder parte dessa oportunidade por causa do cenário fiscal. A percepção dele é quanto à demanda de energia para sustentar o avanço da tecnologia como um dos principais motores desse fluxo de capital estimado.

A Z Quest é uma gestora de investimentos, fundada em 2001, associada ao grupo Azimut, desde 2015. Administra recursos de investidores, por meio de fundos em ações, renda fixa, crédito privado; estratégia macroeconômica, arbitragem, agronegócio, infraestrutura, atividades imobiliárias, dentre outros.  

“A nave vá”, espera-se que mude o curso para melhor na próxima gestão, que se começara em 2027.  

 

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