POPULAÇÃO AINDA CRESCE CADA VEZ À TAXA MENOR
31-08-2026
O IBGE divulgou que a população
brasileira está crescendo à taxa cada vez menor. Neste ano, o cálculo estimado de
incremento populacional é de 0,37%, sendo o registrado em 2024, de 0,39%. A
população brasileira está estimada atualmente em 214,2 milhões de habitantes. A
desaceleração do crescimento populacional decorre principalmente da redução do
número líquido de nascimentos. Segundo a última PNAD Contínua, a População
Economicamente Ativa é de cerca de 103 milhões de brasileiros, correspondentes a
cerca de 48% da população total.
O País vem perdendo o seu bônus
demográfico, uma coisa que somente aconteceu uma vez, em cada população
mundial, hoje dita madura, qual seja o de que o número de pessoas em idade de
trabalhar é maior do que aqueles que deixaram de trabalhar ou de que não
puderam ainda trabalhar ou que não querem trabalhar. Os demógrafos concordam em
um ponto, no qual em poucos anos o bônus acabará. A oportunidade perdida jamais
será recuperada.
Na verdade, o pico da população
em idade ativa ocorreu aproximadamente em 2017, quando a população de 16 a 59
anos atingiu 63,8% da população total. Desde então, essa proporção vem caindo. Pelo
critério de dependência, o IBGE situa o ponto de virada em torno de 2022-2023.
A razão da dependência chegou ao mínimo e começou a subir, indicando que a
parcela de idosos e de crianças voltou a crescer em relação à população em
idade ativa. Segundo ainda o IBGE, o bônus demográfico brasileiro já se
esgotou.
A desaceleração do crescimento da
população acelera o envelhecimento populacional, reduzindo a população
economicamente ativa, ameaçando a sustentabilidade da previdência social, visto
que o número elevado de contribuintes cai e o aumento de benefícios se eleva. Ademais,
ainda têm aqueles que recebem o Benefício da Prestação Continuada. Ou seja, é um
benefício de um salário-mínimo por mês, para pessoas com 65 anos ou mais, que
comprovam baixa renda ou pessoa com deficiência. Não se exige contribuição ao
INSS, não paga o 13º salário e não deixa pensão por morte.
O salário-mínimo de 2026 é de
R$1.621,00. O limite de renda mínima é de R$405,25 por pessoa por mês. Ou seja,
um quarto da renda familiar bruta.
Os Estados de menor taxa de crescimento
populacional foram Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já os de maior
taxa de crescimento foram Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso.
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