QUADRO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL AGRAVADO
20-08-2026
Nos últimos quatro anos o quadro
de recuperação judicial tem sido agravado, passando do segundo trimestre de
2022 para o segundo trimestre de 2026, em cerca de 65,8%. Ou seja, o número
estava em 3.823 e saltou para 6.341, conforme levantamento da consultoria RGF,
especialista em reestruturação empresarial. Os segmentos que mais solicitaram recuperação
judicial foram o agronegócio, transportes, logística e varejo. O mecanismo é o
mais utilizado na justiça.
Existe também a recuperação extrajudicial.
Esta é usado pelas grandes empresas, que negociam em bloco com os seus
credores. O Observatório de Recuperação Extrajudicial verificou no ano passado
que subiu de 43 para 82, alta por volta de 90%. Neste ano o número está em 44.
Ao recorrer à justiça as empresas
objetivam renegociar com os credores, principalmente, bancos, os valores de
principal, de taxas de juros e prazos.
Com respeito às taxas de juros,
existe um piso, fixado pelo Banco Central, denominado por SELIC. Acima dele os
credores adicionam comissões, ficando os encargos financeiros asfixiantes.
A taxa SELIC desde início de 2022
vem numa faixa de dois dígitos. Mais de 4 anos, assim, para combater a inflação,
conforme o Banco Central. Como desde 2023 existe déficit primário, as taxas de
juros também não podem cair, para que o governo tome dinheiro emprestado no
mercado financeiro. Atualmente está a SELIC em 14%. Os juros encarecem muito os
preços dos produtos, principalmente para a tomada de capital de giro.
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