SINAIS DE MERCADO DOS FUNDAMENTOS ECONÔMICOS
11-08-2026
O Boletim Focus desta semana
traz, como de costume, as projeções de mercado, como tem feito desde 2020. São
sinais, quanto as medianas de cerca de 100 economistas das instituições
financeiras, principalmente, sobre as estimativas quanto ao PIB, a taxa básica
de juros, a cotação do dólar e a inflação oficial.
A projeção sobre a inflação
recuou, pela sexta semana seguida. A estimativa continua caindo bem devagar,
para 2026. Na semana passada de 5,03% para 5,02% nesta. A projeção continua bem
acima do centro da meta de 3,0%, mais o viés de alta de 1,5%, em mais de 0,5%. O
teto da meta perseguido pelo Conselho Monetário Nacional é de 4,5%. Para 2027,
a estimativa de mercado é de 4,22%. Para 2028, de 3,80%. Será que continuará
recuando monotonamente? Não obstante
quase “todo mundo” torce para que caia. Ontem, o preço do barril do petróleo
disparou para US$86.00, o tipo Brent. Houve impasse na liberação do estreito de
Ormuz, quando o Irã tem feito seis exigências e bombardeou refinaria na Arábia
Saudita. As escaramuças prosseguem. Donald Trump declarou que o Irã deverá
pagar indenização pelas pessoas que matou e feriu. Foram poucas. O que então o
que o Irã irá pedir para indenizar 10 mil mortos. A guerra está difícil de
acabar. Donald Trump “jogando areia no ventilador” e, o Irá, irado.
A estimativa quanto à SELIC deste
ano é de 13,75% e de 12,0% em 2027. A projeção para o PIB deste exercício foi reduzida
para 1,98% e diminuída para 1,52% em 2027.
A cotação do dólar para o final
do ano continua em R$5,20, pela oitava semana seguida. Fim de 2027, estimativa de
R$5,28. Fim de 2028, R$5,28. No radar do mercado, as estimativas mudaram muito
pouco, visto que estão próximas as eleições gerais de outubro e “ninguém” se
arrisca a mudar muito.
Os candidatos à presidente não
divulgaram seus planos. Se forem semelhantes aos da eleição passada, o
planejamento econômico continuará sendo de curto prazo e o País não coloca em
foco o planejamento estratégico. Porque não pode ou não tem coragem. A situação
fiscal é urgente e de curto prazo. O resto continua sendo axial.
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