AFASTAMENTOS POR TRANSTORNOS MENTAIS

 

05-09-2026


O número de concessões de benefícios por incapacidade temporária, relacionados a transtornos mentais e comportamentais (CIF F), conforme o Ministério da Previdência/INSS, de 2019 a 2024 foram: 2019, 207.945; 2020, 91.607; 2021, 185.708; 2022, 201.864; 2023, 283.471; 2024, 472.328. As estatísticas são impressionantes. Portanto, o aumento foi de aproximadamente, 67%, entre 2023 e 2024, precisando ser explicado pelas autoridades que concederam os benefícios. Em plena pandemia o incremento de 2020 para 2021 foi 103%. Isso se explica porque 2020 somente 91.607 foram concedidos os benefícios, em razão do isolamento social radical. Mas, de 2023 para 2024, 67% são muito transtornados.

As principais causas em 2014 foram: 1) transtornos de ansiedade, 141.414, 29,9% do total; 2) episódios depressivos, 113.604, 24,0%; 3) transtornos depressivos recorrentes,52.627, 11,1%; 4) transtornos afetivos bipolar, 51.314, 10,9%; 5) dependências de substâncias psicoativas, 21.498, 4,6%; 6) reações a estresses graves, 20.873, 4,4%; 7) esquizofrenias,  14.778, 3,1%; 8) transtornos relacionados ao álcool, 11.470, 2,4%; 9) transtornos relacionados à cocaína, 6.873, 1,5%; 10) Psicoses, 4.017, 0,9%. Um exame acurado foge ao propósito desta coluna de uma lauda diária. Provavelmente, existem ainda muito daqueles desalentados.

Vendo a situação na Bahia, em dez anos, os números triplicaram, por afastamentos do trabalho causados por transtornos mentais. O número de benefícios previdenciários concedidos por essa razão, cresceu de 5.020, em 2014, para 15.189, em 2024, elevação de 203%. Segundo o presidente do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, Ailene Julie Silva, os motivos são sobrecarga, metas abusivas, assédio e falta de autonomia. Entretanto, ela não coloca as frustrações decorrentes de incapacidade operacional, por não ter qualificação, que é uma deficiência do sistema educacional, assim como a derivação para os jogos de azar e pelas promessas não cumpridas de melhores oportunidades e com o consequente melhor rendimento financeiro. Este, bem associado à produtividade. Ademais, tem-se a “propaganda” de que é melhor viver dos benefícios oficiais, tais como o do Bolsa Família, ou viver sonhando em ganhar nos jogos de azar. Tem que defenda que é melhor viver do ócio do que de trabalhar.   

A propósito, o conhecido professor da USP, Mário Sergio Cortella, tem pontuado que há três coisas, conjuntamente, que dificultam o sucesso pessoal, o cidadão mulherengo, o alcoolista e o que gosta de ociosidade.   

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO COMPARATIVO DO PETROLÃO E DO BANCO MASTER

PONTA DA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

GUERRA COMERCIAL ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E O SUDOESTE DA ÁSIA