OS JUROS TÊM SUBIDO E AS BOLSAS NÃO CAEM
06-09-2026
O tema foi o editorial do site
Euronews, de Portugal, de ontem. Na verdade, os juros futuros dos títulos
norte-americanos, o maior tomador mundial, têm subido, bem como os juros atuais
estão altos, tanto nos EUA como na Europa e os Bancos Centrais de lá estimam em
elevá-los para combater a insinuante inflação, decorrente da continuidade das
guerras no Oriente Médio e entre a Rússia e a Ucrânia, já bastante prolongadas.
As bolsas globais continuam em
alta e renovam recordes. Conforme os principais índices das bolsas dos EUA e da
Europa. Verifica-se isso também nas bolsas dos mercados emergentes.
A teoria econômica revela que há
uma lei nas esferas financeiras e nas esferas produtivas: se os juros são altos
a produção é baixa ou se estringe. Se os juros são baixos, a produção se eleva.
Tanto pontual como continuadamente. Teoricamente, com juros mais elevados a
renda fixa é mais competitiva. Geralmente é dito que é possível ganhar com
menores riscos e incertezas. Reduzem-se os fluxos de recursos para aplicações
nas bolsas de valores, onde estão as grandes e “espetaculares” empresas,
principalmente aqueles de alta tecnologia.
O presidente do Federal Reserve
de Nova York, John Williams, declarou que as bolsas têm subido pela solidez dos
investimentos produtivos, elevados lucros e pela amplitude da inteligência
artificial e em centros de dados em gerar resultados. Claro, isto terá limites
e a lei se verificará.
No Brasil, a taxa básica de juros
por volta de 14% inviabiliza a sustentação financeira da maioria dos negócios. Tem
afetado bastante o varejo das cidades brasileiras, que estão se fechando nos
dentro comerciais. Ademais, as grandes redes varejistas não somente têm as
causas do baixo crescimento econômico, limitações dos rendimentos das famílias
e de elevado endividamento, das famílias e das empresas, mas, principalmente,
pelos juros bastante elevados para capital de giro.
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